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Janina é mãezona da equipe "pirralha" de vôlei que vai ao Pan
14h39 - 21/07/2003


Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - Uma mãezona. É assim que a meio Janina se sente em meio à garotada da seleção juvenil feminina de vôlei que disputará os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo.

A equipe juvenil ganhou a chance de disputar o Pan porque a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) preferiu mandar a seleção principal ao Grand Prix, que acontece de 21 de julho a 10 de agosto na Itália. Com isso, as novatas têm a oportunidade de "mostrar serviço" para as jogadoras consagradas.

Com 30 anos, Janina foi convocada pelo técnico Wadson Lima exatamente para dar equilíbrio às mais novas, mas o papel sai da quadra e ela acaba tendo que dar conselhos sobre namorado, família etc.

"Assumo o papel de mãezona. As meninas me procuram com problemas de qualquer gênero. Estou aqui para ouvir o que elas quiserem desabafar, falam até sobre o cachorro", explicou à Reuters Janina, que forma a dupla de adultas da seleção ao lado da meio Kátia.

E as jogadoras aproveitam ao máximo tudo que Janina tem a lhes oferecer.

"Ela é uma mãezona para a gente, esclarece bastante na hora da dificuldade. Ela conversa, se preocupa com a gente, está sempre apoiando. Não teria pessoa melhor para ir", diz a ponta Mari Helen, 19.

Janina, que não tem filhos, quer mostrar para as mais novas que este é o momento de elas conquistarem seu espaço, mesmo que isso signifique perder seu lugar no time titular para Fernanda Gritzbach, 19, ou Fabiana, 18.

"É isso que eu falo, se elas não vierem apavorando, tomando o lugar, vou continuar jogando. Elas têm que tomar o lugar".

Com isso a meio não precisa se preocupar, pois as suas companheiras já entenderam bem o recado.

"O Pan será o nosso cartão de visitas para cutucar as adultas. Mas o juvenil está na desvantagem, porque, se fizermos alguma coisa errada agora, ficaremos sujas o resto da vida", destaca Mari Helen.

VAI COM CALMA

O técnico Wadson Lima, entretanto, quer calma. Para ele, essa garotada só deve explodir mesmo depois das Olimpíadas de Atenas, em 2004.

"Já temos a Fabiana (que está com a seleção principal no Grand Prix e deve reforçar a equipe depois), e acho que a Danielle Lins e a Joyce Gomes podem ser aproveitadas a curto prazo", explicou o técnico.

"Após 2004 vamos ter mais três ou quatro jogadoras que podem formar o grupo do (técnico) Marco Aurélio Motta. Vai ser aos poucos."

Apesar da juventude de sua equipe -- as jogadoras da seleção juvenil podem ter no máximo 20 anos --, o técnico está confiante em um bom resultado, e aposta em uma medalha, e quem sabe até não repetir o ouro conquistado no Pan de Winnipeg, em 1999, quando o Brasil competiu com a seleção adulta.

"Não deixa de ser uma responsabilidade grande, mas não há pressão, não há cobrança de resultado por parte da CBV. Estamos na expectativa de ganhar uma medalha", afirmou.

Para isso o Brasil terá que superar o desconhecido. Segundo o técnico, os principais adversários do Brasil serão, na ordem, Cuba, República Dominicana e Estados Unidos.

A competição de vôlei do Pan acontece de 3 a 16 de agosto, e na fase preliminar o Brasil pega EUA, Peru e Porto Rico. O Grupo B é formado por Cuba, Venezuela, República Dominicana e México.

"Cuba e EUA são incógnitas, porque não sabemos qual equipe vai (porque as duas também disputam o Grand Prix). Já sobre a República Dominicana temos todas as informações", explicou.

"Sei que Cuba vai priorizar o Pan, e as outras seleções, como Porto Rico, Venezuela e México, já derrotamos".

A equipe está junta desde o dia 4 de maio, e treina em dois períodos de segunda a sábado.



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