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Morte de Osama bin Laden

EUA confirmam morte de líder da rede terrorista Al Qaeda

  • Imagem: AFP

Mensagem da Al Qaeda que admite morte de Bin Laden sinaliza que rede continua viva; veja análise dos principais pontos

A mensagem divulgada nesta sexta-feira (6) pela Al Qaeda para confirmar a morte de Osama bin Laden sinaliza ao mundo que a organização terrorista continua operante apesar da morte de seu líder, segundo análise de William Maclean, da Reuters

Por Thiago Chaves-Scarelli, do UOL Notícias

  • Rede de comando ativa

    "O xeque, o mujahid e o comandante, o lutador migrante piedoso, Abu Abdullah Osama bin Muhammad bin Laden, que Deus tenha misericórdia, foi morto"

    Uma declaração com tamanha importância deve ter sido coordenada e aprovada por indivíduos escondidos em diversos locais, sugerindo que a rede de comando do grupo continua operante e dispõe de canais de comunicação ativos

  • Admite morte de Osama e ação americana

    "Ainda que os americanos tenham conseguido matar Osama, eles conseguiram fazê-lo apenas por desgraça e traição"

    A confirmação da morte de Bin Laden pela própria Al Qaeda, sem negar a autoria dos Estados Unidos na ação, deve reduzir entre os grupos extremistas aliados as dúvidas sobre a verdadeira situação de seu antigo líder

  • Foco no legado de Bin Laden

    "Assim, questionamos: por meio de suas mídias, agentes, instrumentos, soldados, serviços de inteligência e por meio de seu poder, os americanos serão capazes de matar aquilo pelo que o xeque Osama viveu e morreu?"

    O anúncio mostra que o cerne da Al Qaeda está preocupado em sinalizar uma continuidade pós-Bin Laden, ao invés de apostar na estratégia de negar ou manter em suspense a morte do líder. Do ponto de vista simbólico, a mensagem reitera textualmente um ponto que os analistas já adiantavam: a morte de Bin Laden não mata o seu legado

  • Maldição contra os americanos

    "O sangue de Bin Laden será uma maldição que perseguirá os americanos e seus agentes, uma maldição que os perseguirá dentro e fora de seus países"

    Ao lado do trecho no qual afirma que a morte de Bin Laden seria uma maldição para os Estados Unidos e seus aliados, a declaração mantém seu padrão de referências depreciativas ao Ocidente, sem indicar alvos detalhados

  • Sinal verde para retaliação

    "Neste contexto, nós da organização jihadista Al Qaeda prometemos a Deus Todo Poderoso e Lhe pedimos ajuda, força e disposição para continuar no caminho da Jihad"

    Ao mesmo tempo, a confirmação pode servir de sinal verde para que aliados prossigam com planos de retaliação e vingança

  • Recado para as revoltas árabes

    "O xeque não deixou o mundo antes de compartilhar a alegria com sua nação islâmica com relação às revoluções, quando a nação se levanta diante da injustiça e dos tiranos. O xeque, que Deus tenha piedade, gravou uma mensagem em áudio uma semana antes de seu assassinato e ela será divulgada logo, se Deus permitir. Nessa mensagem estão congratulações, conselhos e orientações"

    A declaração afirma que Bin Laden aprova as revoltas árabes e adianta que será veiculada uma mensagem em áudio do terrorista saudita parabenizando os muçulmanos pelas revoluções. Esse sinal pode ter o objetivo de nortear a reação - até agora hesitante - da Al Qaeda em relação às rebeliões

  • "Traidores" no Paquistão

    "Chamamos nosso povo muçulmano no Paquistão, onde nosso querido xeque Osama foi morto, a se levantar e se revoltar para que purifiquem esta desgraça que foi trazida até os paquistaneses por um grupo de traidores e ladrões que venderam tudo para os inimigos da nação muçulmana"

    O ponto mais específico diz respeito ao Paquistão e convoca os paquistaneses a "purificarem" o país após a vergonha desencadeada pela morte de Bin Laden em seu solo. Neste mesmo trecho, o documento sugere que houve "traição" para que os americanos chegassem até Bin Laden

  • Autoria da mensagem

    Considerando a organização do grupo, figuras centrais que podem ter envolvimento direto com essa declaração são Ayman al-Zawahri, Abu Yahya al-Libi, Adam Gadahn ae Saif al-Adel

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