Katrina pode ter feito "centenas" de mortos, dizem autoridades

Da Redação
Com agências internacionais

O furacão Katrina pode ter matado centenas de pessoas que não puderam ser evacuadas da cidade de Biloxi (Mississippi) e dos Estados da Louisiana e do Alabama, segundo informa a imprensa local.

Graphic News 
O prefeito de Biloxi, H. J. Holloway, assegurou que "este foi nosso tsunami", em relação ao catastrófico maremoto que em dezembro deixou no oceano Índico um saldo de mais de 226 mil pessoas mortas.

Os meios de comunicação estatais divulgaram declarações de alguns responsáveis policiais que temem até que nunca se possa saber o balanço da catástrofe.

Em declarações ao jornal "Sun Herald", o número dois da polícia de Biloxi, Rodney McGilvary, afirmou que estão tentando "determinar o número total de vítimas", se for possível.

O diretor do centro de operações de emergência do condado de Harrison, Christopher Cirillo, garantiu ao mesmo jornal que 35 pessoas que trabalham para socorrer a população tiveram que sair nadando de seus respectivos centros de operações. "Não soubemos nada deles."

Segundo as TVs locais, que citam um porta-voz da prefeitura, "pode haver centenas de vítimas".

Na Louisiana, as perspectivas negativas voltaram, principalmente depois da ruptura de um dos diques de contenção da cidade, que está inundando alguns bairros, incluindo os da zona histórica.

Em entrevista coletiva, a governadora da Louisiana, Kathleen Blanco, garantiu que "a devastação é maior" do que se pensava e definiu a situação como "totalmente assustadora".

"A água está subindo tão rápido que não posso nem descrever o que está acontecendo", disse à rede de televisão CNN o vice-presidente do Centro Médico da Universidade Tulane, Karen Troyer-Caraway.

Segundo a rede de televisão WWL-TV, uma fenda de cerca de 60 metros de comprimento num canal da Rua 17 lançava água do lago Pontchartrain sobre a cidade, e as equipes de emergência ainda não encontraram uma forma de conter o vazamento. O nível das águas no bairro francês da cidade, que é o centro histórico, está subindo.

O prefeito da cidade, Ray Nagin, disse hoje que, a estas alturas, provavelmente 80% de Nova Orleans está debaixo d'água e, "em alguns lugares, o nível da água chega a quase sete metros".

"Tiramos literalmente centenas de pessoas das águas", disse Kathleen Blanco, governadora da Louisiana, cerca de 12 horas após a passagem do furacão por Nova Orleans, cidade de 1,4 milhão de habitantes. "Temos botes percorrendo várias áreas. Há centenas e centenas de casas inundadas no leste de Nova Orleans. Estamos em uma situação de extensa busca e resgate. Acredito que ainda vamos resgatar centenas de pessoas", disse a governadora.

Estragos pelo país
Katrina também provocou hoje o fechamento de vários aeroportos no sul dos Estados Unidos, incluindo os internacionais de Nova Orleans, Mobile (Alabama) e Pensacola (Flórida).

Outros cinco aeroportos regionais do sul do país suspenderam suas operações por causa da violência dos ventos e das chuvas torrenciais, de acordo com a Administração Federal da Aviação.

A chegada do Katrina à Louisiana obrigou as companhias petrolíferas a fecharem um grande número de instalações no Golfo do México, uma região que em épocas normais garante aproximadamente um quarto da produção de óleo diesel e gasolina dos Estados Unidos.

O Estado da Louisiana é o quinto produtor dos EUA e oitavo em reservas. Neste Estado estão dois dos quatro depósitos americanos de reservas estratégicas de petróleo.

Robert Hartwig, economista-chefe do Instituto de Informação em Seguros, disse que existe a possibilidade do Katrina superar os gastos de quase 21 bilhões de dólares com o furacão Andrew, em agosto de 1992, segundo cálculos em moeda corrente.

"Há estimativas que avaliam os danos do Katrina entre 12 bilhões a 25 bilhões de dólares", disse Hartwig à AFP.

"O que estamos vendo é certamente uma das duas ou três tempestades mais caras da história", acrescentou.

Recuperação
A recuperação do devastador furacão Katrina será uma tarefa árdua e demorará muito tempo para que as pessoas possam voltar a seus lares, afirmou nesta terça-feira o diretor da Agência Federal de Emergências, Michael Brown.

"Este vai ser um processo muito longo e difícil. A volta das pessoas a seus bairros vai levar muito tempo. A paciência é prioridade", afirmou Brown à NBC explicando que ainda há zonas muito perigosas.



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