Terremoto na Ásia mata mais de 1.800; 400 são crianças

Da Redação
Com agências internacionais

Mais de 1.800 pessoas morreram neste sábado no terremoto de 7,6 graus na escala Richter que abalou o Paquistão, a Índia e o Afeganistão, confirmaram fontes oficiais, com base no levantamento mais recente.

Entre os mortos, há ao menos 400 crianças, soterradas pelo desabamento de duas escolas. "Trezentas e cinquenta alunos morreram em um escola no distrito de Mansehra e 50 foram mortos em outra escola no mesmo distrito", afirmou o chefe de polícia Riffat Pashar.

No norte do Paquistão, na província da Caxemira, mais de mil pessoas morreram, indicou o comandante Rana Nisar, encarregado das operações de socorro em Muzaffarabad, capital da região.

Ainda no norte de Paquistão, mas na fronteira com o Afeganistão, mais de 550 pessoas morrem, afirmou o delegado da província, Riffat Pasha.

No norte da Índia, na província da Cachemira na fronteira com o Paquistão, cerca de 300 pessoas foram mortas, tanto civis como militares e guardas da fronteira, anunciou o ministro da Informação, Jaipal Reddy, após uma reunião do governo.

O epicentro do tremor foi na parte da Caxemira administrada pelo Paquistão, 80 km a nordeste da capital paquistanesa, Islamabad.

O terremoto foi registrado às 8h50 (0h50 em Brasília) pelo Centro de Observação Geológica dos EUA.

O ministro do Interior do Paquistão disse que vários vilarejos foram devastados. A maioria das vítimas está nas zonas rurais, que ficaram incomunicáveis após o tremor.

O primeiro-ministro paquistanês, Shaukat Aziz, afirmou que seu país está enfrentando "uma grande catástrofe".

Na capital paquistanesa, Islamabad, equipes de resgate buscavam na tarde deste sábado sobreviventes em edifícios que desabaram.

"Mais de 75 apartamentos foram afetados, então o número de pessoas presas é de centenas", disse o funcionário do governo Mohammad Ali.

O chefe do Departamento Meteorológico do Paquistão, Qamar uz-Zaman Chaudhry, disse que esse foi o terremoto mais forte na região no último século.

Tremores secundários continuavam sendo sentidos muito após o terremoto inicial.

Os edifícios da cidade tremeram por volta de um minuto, segundo os moradores.

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