Novo presidente do Parlamento do Mercosul defende entrada da Venezuela no bloco

Cláudia Andrade Em Brasília

O deputado Dr Rosinha (PT-PR), que assumiu a presidência do Parlamento do Mercosul na última semana, defende a adesão plena da Venezuela ao bloco econômico. Para o parlamentar, esta é uma questão que precisa ser resolvida "com urgência".

"Eu acho que a entrada da Venezuela aumenta a capacidade política e econômica do bloco para a disputa política em nível internacional. O bloco se tornará mais forte e terá mais facilidade nas negociações com outros países", defendeu.

Segundo Dr. Rosinha, a indefinição também preocupa o presidente Lula, que teria abordado o assunto com o deputado em evento do Mercosul realizado na última semana, na Argentina. "O presidente demonstrou, pelo menos para mim, preocupação com a demora na aprovação. Ele disse 'precisamos resolver isso', porque essa questão cria constrangimento para ele no Mercosul", disse o parlamentar.

Em diversas ocasiões, o presidente venezuelano Hugo Chavez reclamou da demora na aprovação pelo Brasil do protocolo de adesão do seu país ao bloco. A matéria está parada no plenário da Câmara dos Deputados desde dezembro e ainda terá de passar pelo Senado. A oposição é contrária à proposta, alegando divergência com a política de Chavez.

A reunião do Mercosul ocorreu no último fim de semana em San Miguel de Tucumán, na Argentina. Os chefes de Estado dos países membros e associados também fizeram reuniões. E o deputado Dr. Rosinha comemorou a primeira realização do Parlasul sob seu comando, a aprovação de um documento de repúdio às novas regras de imigração da União Européia, posição que foi defendida também pelo chefes de Estado. O Parlamento do Mercosul tem função apenas consultiva.

"O mais importante do nosso encontro foi a unanimidade no rechaço à política de imigração da União Européia. Levamos o documento para a reunião de ministros que foi divulgado pelos presidentes dos países. O Parlamento cumpriu sua principal função", ressaltou.

Direitos humanos no bloco
A comissão de direitos humanos do Mercosul fará um levantamento sobre como a questão está sendo tratada pelos países integrantes do bloco econômico. O primeiro relatório deverá ser apresentado até o fim deste ano, segundo Dr. Rosinha.

"Eu acho que os trabalhos deveriam ser focados na violência contra a pessoa. A questão dos brasileiros que vivem no Paraguai e os conflitos da terra que resultam desta convivência, por exemplo, é um enfoque do levantamento. Eu também destacaria a situação dos povos autóctones nestes países", enumerou o parlamentar.

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