Um brasileiro morre e outro é gravemente ferido durante tentativa de assalto a banco em Lisboa

Fernando Moura Especial para o UOL Em Lisboa

(Texto atualizado às 21h05)

Um brasileiro morreu e outro foi gravemente ferido no desfecho de uma tentativa de assalto a banco em Lisboa. Os dois, segundo a polícia, mantiveram seis pessoas reféns em uma agência bancária de Lisboa. Depois de mais de oito horas, policiais de elite invadiram o local e dispararam tiros.

A polícia portuguesa invadiu a agência bancária às 23h20 (19h20 no horário de Brasília) e efetuou disparos. Os dois reféns que ainda estavam sob a posse dos bandidos (desde as 15h, horário local) foram atendidos por médicos nas ambulâncias que se encontravam perto do banco.

Emissoras de TV de Portugal que cobriam o caso mostraram cenas de sangue no local.

A polícia portuguesa informou em comunicado oficial que os dois assaltantes, um morto e outro gravemente ferido a tiro eram de origem brasileira. Os nomes dos dois não foram divulgados. No comunicado, a polícia diz que polícia foi informada do assalto às 15h04 (hora de Lisboa, 11h04 de Brasília).

O crime aconteceu numa agência do Banco Espírito Santo (BES) situada na Rua Marquês da Fronteira, em Lisboa.

Pouco depois do início da ação criminosa, a dupla, que estava armada, segundo a polícia, deixou sair uma mulher, que teve uma crise de ansiedade> Mais tarde, saíram do banco outros três reféns. Dois dos reféns ficaram com os criminosos durante mais de oito horas.

Antes da invasão e dos tiros, homens do Comando de Operações da Polícia (PSP) tentaram negociar a rendição dos assaltantes. Foram deslocados ao local integrantes do Grupo de Operações Especiais (GOE). Carros da polícia e sete veículos do Instituto Nacional de Emergências Médicas (Inem) estavam nos arredores da agência durante as tentativas de negociação.

Também foi montado um perímetro de segurança na rua, interrompendo a circulação de trânsito e fechando os estabelecimentos comerciais junto à dependência bancária. Os reboques da polícia retiraram ainda todos os carros estacionados na rua.

Para o criminologista português Moita Flores, este é um típico caso de assalto a um banco que não deu certo e que acabou por tornar as coisas muito difíceis para todos os envolvidos no episódio. "Este tipo de criminalidade está chegando a Portugal. E veio para ficar porque a situação social mudou e se estabeleceram em Lisboa. São sintomas de grande criminalidade, sintomas perigosos", declarou.

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