Madri: única vítima com ferimentos leves confirma versão de outros sobreviventes

Da Redação*

A mulher que saiu dos escombros do avião da Spanair com praticamente um arranhão disse hoje que o avião perdeu força ao decolar, depoimento que está de acordo com os de outros sobreviventes. O avião caiu na quarta-feira passada no aeroporto de Barajas, em Madri, e matou 154 pessoas, no pior acidente aéreo da Espanha em 25 anos.

Aeromoça diz que o avião não tinha força para decolar

O avião da Spanair que sofreu acidente e pegou fogo na quarta-feira da semana passada no aeroporto de Madri, deixando 154 mortos, "não tinha força quando começou a sair do chão", declarou nesta terça-feira ao jornal espanhol "El país" a única tripulante sobrevivente, a aeromoça Antonia Martínez.


"Notei que, quando o avião ia decolar, parecia que ele não estava rápido o suficiente", disse Beatriz Reyes Ojeda, de 41 anos, em uma coletiva de imprensa logo após deixar o hospital. A mulher é um dos 18 sobreviventes da queda do avião e a única a sair sem nenhum ferimento grave. Ela teve um corte na perna direita.

Sua versão casa com a de Ligia Palomino Riveros, de 42, que disse que o avião se movia muito devagar na pista, teve dificuldade para sair do chão, começou a balançar, girou para a direita e caiu. Segundo o jornal "El País", a única sobrevivente da tripulação, a aeromoça Antonia Martinez, disse que percebeu que o avião não tinha força quando ele começou a decolar.

Segundo Ojeda, a asa direita do avião abaixou abruptamente. "Eu disse a mim mesma: há algo errado por aqui. Então me agarrei à poltrona e senti um solavanco. Tive um frio no estômago e depois não me lembro de mais nada".

Na ocasião do acidente, Ojeda ajudou ainda a salvar algumas crianças do local do acidente, mas não se sabe se elas estão entre as três que sobreviveram aos ferimentos.

O primeiro ferido a deixar o hospital foi Roberto Alvarez Carretero, de 6 anos, que teve a cabeça, o rosto e os braços feridos. Ele saiu do hospital ontem. Sua irmã de 16 anos, Maria, morreu.

Ojeda é nativa das Ilhas Canárias, o local de destino do avião da Spanair. Segundo a "Associated Press", ela estava muito sorridente durante a coletiva, mas chorou muito ao falar sobre estar viva enquanto tantos conterrâneos morreram. Quase metade dos 172 passageiros do voô eram das Ilhas Canárias, no Oceano Atlântico, oeste da Àfrica.

*Com informações da Associated Press

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