Estudante abre fogo em escola da Finlândia, mata 10 pessoas e depois comete suicídio

Das agências internacionais Em Helsinque (Finlândia)

Atualizado às 13h32

  • EFE

    Imagem da escola onde ocorreu a tragédia, no sudoeste da Finlândia

  • AFP

    Carros da polícia cercam a escola

  • AFP

    Matti Juhani Saari, 22, era aluno
    do segundo ano de hotelaria

Um estudante abriu fogo dentro de uma escola profissionalizante para adultos em Kauhajoki, na Finlândia, nesta terça-feira, matando dez pessoas. Em seguida, o atirador se matou.

O tiroteio teve início por volta das 11h locais na cidade, que fica a cerca de 360 quilômetros da capital, Helsinque. O reitor da escola afirmou à agência de notícias France Presse que o atirador é Matti Juhani Saari, 22. "Ele é aluno do segundo ano de hotelaria", disse Tapio Varmola. Ontem (22), ele havia sido detido, interrogado e liberado pela polícia.

Segundo testemunhas, o estudante entrou no edifício encapuzado e com uma bolsa esportiva. Pouco depois foram feitos os primeiros disparos.

Um funcionário do centro disse à imprensa local que o jovem foi a uma sala de aula onde vários estudantes faziam uma prova, e começou a atirar indiscriminadamente.

"Em um curto espaço de tempo, ouvi várias dúzias de disparos. Em outras palavras, era uma pistola automática", disse o segurança da escola Jukka Forsberg a uma rede de TVs finlandesas. "Vi algumas estudantes chorando. Uma delas conseguiu sair pela porta dos fundos. Ele não falou uma palavra. Atirou também em mim. Corri para me salvar".

O detetive Vesa Nyrhinen, que comandou a ação policial, disse que o atirador tentou se matar, mas não conseguiu de imediato. Ele foi encaminhado para um hospital em Tapere, que fica a cerca de duas horas do local da tragédia, mas morreu pouco depois da chegada ao local. Uma mulher, ferida pelo atirador, também foi levada ao hospital e não resistiu, tornando-se a 10ª vítima do atentado.

De acordo com a agência finlandesa de notícias STT, parte da escola pegou fogo durante o incidente -as causas ainda não foram determinadas.
  • Reprodução

    Pekka-Eric Auvinen, 18, matou oito pessoas em sua escola em Tuusula e depois cometeu suicídio em novembro de 2007



Estudante foi interrogado antes da tragédia

Saari havia sido interrogado na segunda-feira (22) pela polícia depois de postar no YouTube quatro vídeos nos quais aparecia disparando uma arma. No entanto, apesar da comprovação de que o estudante era o autor dos vídeos e dono de uma pistola Walther P22, a polícia finlandesa decidiu não tomar medida contra ele por não considerá-lo perigoso.

A polícia soube dos vídeos por denúncia de um internauta Os filmes são muito semelhantes aos gravados por Pekka-Eric Auvinn antes de assassinar oito pessoas em um instituto finlandês no ano passado. Foram postados há cinco dias e um deles trazia uma mensagem: "a vida toda é guerra, a vida toda é dor. E você lutará sozinho sua guerra pessoal".

É o segundo caso com as mesmas características que ocorre em menos de um ano na Finlândia. Em novembro de 2007, Pekka-Eric Auvinen, 18, descrito pela polícia como um estudante que havia sido vítima de provocações de seus colegas, abriu fogo em sua escola na cidade de Tuusula e matou seis estudantes, uma enfermeira e o diretor da instituição antes de cometer suicídio.

O governo finlandês convocou uma reunião de crise para examinar o caso. Com 1,6 milhão de armas de fogo em mãos de civis, o país é uma anomalia na Europa, ficando atrás apenas de Estados Unidos e Iêmen como os países com a população civil mais armada.

VÍDEO AMADOR TRAZ IMAGENS DO LOCAL DA TRAGÉDIA

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