ETA pretendia um massacre, diz professor da Universidade de Navarra

Do UOL Notícias Em São Paulo

  • Arte UOL

Momentos depois do atentado com carro-bomba no estacionamento da Universidade de Navarra, na cidade espanhola de Pamplona, o diretor Ramón Salaverría, do Departamento de Projetos Jornalístico da Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra, declarou em seu blog que o ETA tentou "matar indiscriminadamente na universidade" em uma hora de "trânsito máximo de pessoas".

"Com essa ação depreciável, pretendiam denificar uma instituição e algumas pessoas que, ao contrário deste grupo criminoso, trabalham dia-a-dia pelo progresso da sociedade navarra", escreveu. "A universidade é um lugar de pensamentos, de diálogo, da razão. Nós que trabalhamos aqui sabemos que este é o motivo pelo qual querem acabar conosco, pois representamos valores diametralmente opostos aos do ETA. E com muita honra".
  • EFE

    Explosão na Universidade de Navarra ocorre dois dias depois de a polícia prender...

  • AP

    ... quatro suspeitos integrantes do ETA com material para a produção de explosivos e dois revólveres



Em entrevista ao UOL, por e-mail, Salvarerría contou mais sobre atentado e a segurança do campus.

UOL: A explosão aconteceu em uma área movimentada da Universidade?
Salaverría: É, de fato, uma área de muito trânsito. Se trata de um estacionamento livre, que conecta o Edifício Central da Universidade de Navarra (onde se encontra a reitoria) e o Edifício da Biblioteca de Humanidades, que, além da biblioteca, abriga os departamentos das Faculdades de Comunicação, Direito e Filosofia e Literatura. Na hora da explosão, às 11 horas da manhã, era uma área pela qual podia passar um monte de gente, assim o ETA pretendeu um massacre. Felizmente, parece que não conseguiu.

UOL: Como é a segurança da universidade?
Salaverría: Não por coincidência, o ataque aconteceu no único estacionamento sem restrição do campus universitário. Todos os outros estacionamentos têm uso limitado a professores, alunos e funcionários da universidade. Os outros estacionamentos têm acesso controlado pelo cartão universitário. No entanto, a área de estacionamento onde ocorreu o atentado é livre e era usada por visitantes do Parque Universitário, que não tinham cartão. Na hora da explosão, o estacionamento estava cheio. Por outro lado, todos os estacionamento e edifícios têm câmeras de segurança. É muito provável que tenham gravado os autores do atentado quando estacionavam o carro.

UOL: Na sua opinião, por que a Universidade seria um alvo do ETA?
Salaverría: Ela já foi alvo por diversas vezes. A última vez foi em 2002, num local muito próximo ao ataque de hoje (apenas 100 metros). Acho que a Universidade segue sendo alvo do ETA pelas razões que expus no meu blog (leia aqui).

UOL: O que o senhor acha que vai mudar na rotina da Universidade depois de hoje?
Salaverría: Não muito. O acesso a todos os edifícios é controlado, há câmeras de segurança...

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos