Lula diz que embargo a Cuba continua por birra, mas descarta medidas radicais contra EUA

Fabiana Uchinaka Enviada especial do UOL Notícias Na Costa do Sauípe

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira (17) que o embargo econômico a Cuba é mantido "por birra", mas ressaltou que é "mais cuidadoso" do que seu colega boliviano, Evo Morales. Ele defendeu que é preciso esperar que o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tome posse e mostre qual a política que vai adotar para a América Latina e o Caribe, antes de tomar atitudes radicais.

Durante a segunda parte da Cúpula da América Latina e do Caribe (CALC), Morales propôs que os países envolvidos dêem um prazo para que o EUA suspendam o embargo econômico a Cuba e pediu ainda a retirada dos embaixadores do país norte-americano caso a solicitação não seja cumprida.

Lula disse que "não é possível que os Estados Unidos não se dêem conta de que a América Latina mudou, acabou a luta armada e todos os que pensavam em chegar ao poder pela luta armada, salvo as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), já chegaram ao poder", mas ressaltou que é preciso ter prudência e democracia política com o novo governo dos EUA.

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