Israel lança 60 bombardeios, enquanto exército cobra do governo decisão sobre ofensiva

Das agências internacionais

Os arredores da Cidade de Gaza foram palco de violentas trocas de tiros neste domingo (11) entre militares israelenses e militantes palestinos. Israel afirmou ter lançado mais de 60 bombardeios aéreos contra a faixa de Gaza durante a madrugada, horas antes de uma reunião da cúpula do governo israelense para decidir se a infantaria israelense avança sobre áreas de maior população em Gaza.

O correspondente da "BBC" em Jerusalém, Mike Sergeant, afirmou que o comando militar de Israel já está impaciente com a demora na decisão do governo sobre a próxima fase da ofensiva. Enquanto se continuam os esforços diplomáticos para se alcançar um cessar-fogo, a hierarquia militar israelense acredita que chegou o momento de o governo decidir entre cessar as hostilidades ou ampliar sua operação, segundo fontes militares citadas pela imprensa local.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse hoje que seu país já quase alcançou os objetivos que pretendia com sua ofensiva na faixa de Gaza, que neste domingo completa 16º dias, informa a imprensa local.

Pelo menos dez pessoas teriam morrido nos ataques de hoje, segundo fontes médicas. Entre os alvos atingidos, de acordo com os israelenses, está a casa do chefe militar do Hamas.

No sábado, Israel havia jogado panfletos nos arredores da Cidade de Gaza avisando os moradores sobre os planos de intensificar a ofensiva. Os panfletos e mensagens telefônicas, em árabe, pediam aos moradores de Gaza que ficassem distantes de locais ligados ao Hamas, afirmando que as Forças de Defesa Israelenses não estão atacando palestinos civis, mas "apenas o Hamas e terroristas".

Militantes do Hamas lançaram vários foguetes contra cidades israelenses, ferindo duas pessoas em Ashkelon.

Fontes hospitalares em Gaza afirmam que mais de 820 palestinos já morreram desde o início da ofensiva, duas semanas atrás. Treze cidadãos israelenses também foram mortos nos recentes conflitos, a maioria deles soldados.

Fósforo branco
No sábado à noite, fontes médicas palestinas acusaram militares israeelenses de disparar contra um povoado munição de fósforo branco, substância proibida pelas convenções internacionais de guerra, que pode provocar queimaduras graves, normalmente usada como bomba de fumaça. O governo israelense desmentiu as acusações veementemente.

De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), os bombardeios deste domingo tiveram como alvo túneis, armazéns de armas e uma mesquita que supostamente estaria sendo usada para esconder armamento.

FAIXA DE GAZA

  • Arte UOL

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