Queda de avião em NY provoca incêndio; mortos sobem para 50

Do UOL Notícias* Em São Paulo

Atualizada às 12h04

Os bombeiros da cidade de Buffalo, no Estado americano de Nova York, tentam conter as chamas provocadas pela queda de um avião comercial sobre uma casa da região. Pelo menos 50 pessoas morreram no acidente -- 44 passageiros, cinco tripulantes e uma pessoa que estava no local da queda. Outras quatro pessoas em terra ficaram feridas, inclusive mãe e filha que estavam dentro da casa atingida, informa o canal de televisão CNN. O acidente ocorreu por volta das 22h20 (horário local, 1h20 em Brasília) de quinta-feira (12).

Veja as imagens:



A aeronave, um Bombardier Dash 8 operado pela Colgan Air para a Continental Connect, saiu de Newark, em Nova Jersey, e iria pousar no Aeroporto Internacional Buffalo Niagara, a cerca de 16 km do local do acidente.
  • Andrew H. Cline/AP

    Foto do avião Bombardier modelo Dash-8 Q400, igual ao que caiu sobre casa de NY



Um representante do condado de Erie, onde ocorreu o acidente, disse à CNN que três pessoas estavam na casa atingida. O governador de Nova York, David Paterson, atestou que todos que estavam no avião morreram.

O local foi isolado e pelo menos 12 casas da região foram evacuadas por causa do perigo representado pelo combustível que ainda restava na aeronave.

Moradores disseram ter ouvido um ruído agudo antes de o avião tocar o solo. A aeronave estava carregando 2.270 quilos de combustível e aparentemente explodiu no impacto, afirmou autoridade de Condado de Erie, Chris Collins. Testemunhas também afirmaram à imprensa americana que viram o avião, com capacidade para 74 pessoas, voar baixo, com um desnível na asa esquerda.

O site www.liveatc.net divulgou uma conversa radiofônica supostamente travada entre um dos pilotos e a torre de controle de Buffalo, que não transparecia preocupação nem da parte do piloto nem do controlador de voo, apesar de o controlador passar instruções para que o avião voasse a uma altura de 2,3 mil pés (700 metros).

Apenas um minuto depois o controlador perdeu o contato com a aeronave e perguntou a outros aviões na região se eles podiam vê-la.

"A torre me avisou que o avião simplesmente desapareceu do radar", disse o porta-voz da Autoridade de Transporte de Cargas da região ao jornal Buffalo News.

O controlador, segundo a conversa postada no site, pediu ao piloto de um avião da companhia Delta que voava próximo: "veja se há, a umas cinco milhas à sua direita, um Dash 8 voando a 2,3 mil pés. Vê algo por ali?".

O piloto do Delta responde: "negativo".

Três minutos depois, ele afirmou que ouviu um ouvinte não identificado pedir ajuda às autoridades na área de Clarence. "Você precisa achar se há alguma coisa no chão", disse o controlador. "Tudo que eu posso dizer é que o avião está na área de aterrissagem e nós não estamos em contato agora", disse.

A Continental Airlines, da qual faz parte a Continental Connect, lamentou profundamente a tragédia e disse que está trabalhando junto com a Colgan Air para "dar o maior apoio possível às famílias das vítimas".

A Administração de Aviação Federal dos Estados Unidos disse que já enviou uma equipe de especialistas a Buffalo para investigar o acidente.
Segundo Laurie Bennett, agente especial do FBI, a investigação já está sendo conduzida, mas ainda não há pistas sobre o que causou a queda do avião a poucos minutos da aterrissagem. "Qualquer informação, manteremos o público informado", disse, em entrevista coletiva.

Especialistas consultados por redes de TV como a CNN citaram a possibilidade de que as más condições meteorológicas, com neve e vento forte, possam ter influído na queda.

Familiares
Chris Kausmer, parente de uma passageira, expressou comovido às redes de TV locais que "esperava notícias da irmã" e que "temia o pior".

Emocionado, Kausmer afirmou que a única coisa em "que pode pensar no momento" é que sua mãe e seus dois filhos "têm que pegar um avião da Flórida" até Nova York.

Em janeiro, avião pousou no rio Hudson

Este é o segundo acidente aéreo que ocorre no Estado de Nova York em menos de um mês. Em 15 de janeiro, o piloto de um Airbus-320 da companhia US Airways, que levava 155 pessoas a bordo, se viu obrigado a fazer um pouso forçado no rio Hudson. Ninguém ficou ferido.

* com informações da BBC Brasil, da Folha Online e Efe.

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