Em comunidades virtuais, suíços pedem deportação de Paula Oliveira

Do UOL Notícias Em São Paulo

Entenda o caso

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    A advogada brasileira Paula Oliveira, 26, afirma que foi atacada no último dia 9 por três neonazistas, que teriam escrito siglas de extrema-direita em sua barriga com instrumentos de corte (imagem abaixo). Paula também alega ter sofrido um aborto como consequência do ataque

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    Durante as investigações sobre o caso, a Suíça aponta que Paula não estava grávida e, nesta quarta feira, indicia a brasileira por "suspeita de induzir as autoridades ao erro"

A brasileira Paula Oliveira, que está sob investigação na Suíça sob suspeita de ter induzido ao erro as autoridades locais na apuração do ataque neonazista que alega ter sofrido, também é alvo de uma campanha virtual por sua deportação.

"Deportação para Paula O." é uma das comunidades fundadas por suíços no site de relacionamentos Facebook, na qual os membros criticam a postura da brasileira e pedem sua expulsão do país.

"Quem inventa esse tipo de histórias para prejudicar o país e os partidos suíços deve ser expulso!", afirma o moderador na página de apresentação do grupo. "Se ela foi vítima de violência e com isso perdeu seus 'bebês', onde estão então os hematomas e outras evidências de luta???".

Logo abaixo, o moderador acrescenta: "Não, esse grupo não é racista. Se suíços tiverem cometido esses atos, devem ser julgados com maior rigor possível".

Entre os comentários publicados pelos mais de 1.800 membros, podem ser encontrados registros violentos de xenofobia e críticas dirigidas à imprensa e ao governo do Brasil. Um usuário requisita desculpas pelas acusações, "em especial do presidente Lula", a quem dirige pesados insultos.

"Devemos recordar que seu país é um antro de violência e criminalidade sem comparação na comunidade internacional", afirma outro membro. "Não me fale de Brasil", escreve um terceiro usuário, que compara as mortes do Rio de Janeiro com as vítimas da Guerra do Golfo.

Outro grupo semelhante, também no Facebook, reclama: "quem suja nossa pátria dessa forma já deveria ter ido embora".

"Uma verdadeira sujeira. Se isso tivesse acontecido com uma cidadã suíça no Brasil, teria sido cinco vezes pior. Fora da nossa limpa Suíça, já!", acrescenta um usuário.

No Orkut, duas comunidades dedicadas ao caso, com número mínimo de usuários, pedem "esclarecimentos às autoridades".

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