Jornalista que jogou sapatos em Bush é condenado a três anos de prisão

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O jornalista iraquiano que jogou os sapatos contra o então presidente americano George W. Bush, em dezembro, foi condenado nesta quinta-feira a três anos de prisão por agressão a um chefe de Estado em visita oficial, anunciou o juiz da corte criminal central de Bagdá.

VEJA O VÍDEO DA SAPATADA CONTRA BUSH



O magistrado Abdel Amir al-Rubaie leu a sentença contra Muntazer al-Zaidi, que desde o incidente está detido na "zona verde", a área ultraprotegida de Bagdá que abriga os prédios administrativos iraquianos e as embaixadas estrangeiras.

O jornalista de 30 anos se declarou inocente no reinício do julgamento, esta quinta-feira, após três semanas de recesso.

"Minha reação foi natural, como a de qualquer iraquiano", afirmou Al-Zaidi ao juiz.

A defesa do jornalista tentou provar que a visita de Bush foi feita de surpresa, e não era algo oficial, para refutar a acusação contra Al-Zaidi, que ganhou fama mundial com sua atitude.

A acusação contra o repórter poderia ter acarretado em uma condenação de até 15 anos de prisão.

A sapatada
O julgamento estava originalmente marcado para 19 de fevereiro. Na época, o jornalista disse que o plano inicial era atirar os sapatos contra Bush em uma coletiva em Amã, na Jordânia, há dois anos. Al Zaidi também revelou que filmou a si mesmo treinando o lançamento dos sapatos.

A sapatada aconteceu durante uma entrevista coletiva do então presidente dos EUA e do primeiro-ministro iraquiano Nouri al Maliki, em 14 de dezembro do ano passado. "Esse é o beijo de despedida, seu cachorro", disse al Zaidi. Então ele lançou o primeiro sapato, que acertaria o alvo, se Bush não tivesse reflexo suficiente para se desviar do calçado voador. O segundo tiro passou um pouco mais distante do alvo, e Bush ainda recebeu a proteção da mão direita de Al Mariki.

Bush escapou sem um único arranhão e fez um gracejo. "Tudo o que posso dizer é que [os sapatos] eram número 42", disse. Al Zaidi foi preso e, segundo familiares, foi torturado na prisão. O advogado de al Zaidi, Mauro Poggia, disse à Agência Estado que o iraquiano teve seu braço e costelas quebrados, além de sofrer hemorragia interna.

*Com informações da AFP

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