Candidato da esquerda em El Salvador vence eleições presidenciais

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizado às 3h03

Com 92,02% dos votos apurados, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o candidato à presidência de El Salvador, o esquerdista Mauricio Funes da FMLN (Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional), consolida sua vitória com 51,2% dos votos. O seu opositor, o canditato Rodrigo Avila, do partido conservador Arena (Aliança Republicana Nacionalista), ficou com 48,7%. A diferença representa algo em torno de 65 mil votos.

Apesar dos números confirmarem a vitória de Funes, o presidente do Supremo Tribunal Federal de El Salvador, Walter Araujo, afirmou que ainda não vai proclamar o vencedor e disse que os resultados finais só serão anunciados no final desta semana.

Funes, no entanto, declarou-se presidente eleito e prometeu unir o país depois de uma das mais polarizantes campanhas desde os 12 anos de guerra que matou 75 mil pessoas.

"Esta é a noite mais feliz da minha vida, e quero que seja a noite de maior esperança em El Salvador", disse Funes. "Eu quero agradecer a todas as pessoas que votaram em mim e escolheram esse caminho de esperança e mudança."

Funes também convidou todas as forças políticas à unidade e prometeu que como presidente beneficiará a maioria da população.

Já o seu opositor, Rodrigo Ávila, admitiu sua derrota nas eleições deste domingo para Funes e antecipou uma oposição "construtiva". "Em uma democracia temos que reconhecer todos que às vezes se alcança o objetivo e às vezes não", declarou em um ato perante seus simpatizantes.

Perfil

Mauricio Funes, um jornalista que se torna notícia ao chegar ao poder em El Salvador

"Quero reconhecer Mauricio Funes que nesta disputa a margem de diferença lhe deu a vantagem e peço a Deus, pedi a Deus, que assim como deu sabedoria ao povo salvadorenho a dê também a seu partido", acrescentou, enquanto seus seguidores gritavam "pátria sim, comunismo não".

Ávila assegurou que seu partido, a Arena, "já esteve no passado na oposição".

"Fomos e seremos uma oposição construtiva", ressaltou e assegurou que quando se comprometeu a aceitar qualquer resultado o fez a sério.

"Durante este ano trabalhamos arduamente, trabalhamos arduamente para oferecer ao país continuar lutando pela liberdade, pela paz e pelo progresso", assegurou.

* Com informações das agências AFP, AP e EFE

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