Obama anuncia estratégia contra terrorismo no Afeganistão e Paquistão

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

MAPA DO AFEGANISTÃO

  • Arte UOL
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira (27) sua nova estratégia para eliminar o terrorismo no Afeganistão e Paquistão.

Segundo Obama, o futuro do Afeganistão está "inexoravelmente ligado ao de seu vizinho, o Paquistão". Ele afirmou que "a situação é cada vez mais perigosa" naquela região, e a fronteira entre os dois países é o lugar "de mais risco do mundo" para os americanos.

"Oito anos depois do 11 de Setembro, a Al Qaeda, incluindo sua liderança, Osama Bin Laden, foram para o Paquistão", afirmou Obama. "Muitos especialistas alertam que a Al Qaeda está preparando ataques enquanto fica segura no Paquistão e, se deixarmos a situação como está, o país se tornará a sede do grupo que quer destruir os Estados Unidos."

Obama disse que o plano será "mais firme, mais inteligente e exaustivo" e terá como meta "desativar, desmantelar e derrotar a Al Qaeda no Paquistão e no Afeganistão e impedir seu retorno a qualquer um desses países no futuro".

Segundo fontes da Defesa, o plano prevê o envio de mais 4.000 soldados ao Afeganistão para ajudar no treinamento das forças de segurança para combater extremistas islâmicos. No total, há mais de 75 mil soldados estrangeiros no Afeganistão.

Obama também anunciou mais investimentos em obras de infraestrutura - como hospitais e estradas - nos dois países, em áreas carentes que vêm sendo procuradas por militantes radicais para o recrutamento de jovens. Os Estados Unidos também visam aumentar a presença de servidores civis no país - entre eles, como salientou Obama, advogados, engenheiros e médicos.

Taleban
A proposta norte-americana inclui investimento de US$ 1,5 bilhão em obras no Paquistão. Para o povo do Afeganistão, disse Obama, um retorno da milícia Taleban condenaria a nação a "um governo brutal, isolamento internacional, uma economia paralisada e a negação de direitos humanos básicos para o povo afegão, especialmente mulheres e meninas".

A estratégia americana também visa ampliar esforços diplomáticos na região e o estabelecimento de fóruns regionais de cooperação nas áreas econômica e de segurança.

Obama pediu aos aliados dos Estados Unidos que se unam em um novo esforço civil para estabilizar o Afeganistão e advertiu que não fará "vista grossa" à corrupção do governo afegão, que prejudica a confiança da comunidade internacional em seus dirigentes.

Para isso, propôs estabelecer um novo grupo de contato para o Afeganistão e Paquistão junto à ONU, que incluiria os aliados da Otan, os países da Ásia Central e do Golfo, além de Irã, Rússia, Índia e China.

O governo norte-americano também vai solicitar, na cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na próxima semana, "não simplesmente tropas, mas capacidades definidas claramente: o apoio às eleições afegãs, o treinamento das forças afegãs e um maior compromisso civil com o povo afegão".

"Se o governo afegão cair novamente sob controle do Taleban, ou permitir que a Al Qaeda não seja confrontada, aquele país novamente servirá como base para terroristas que querem matar quantas pessoas conseguirem", afirmou.

Como parte do plano, os Estados Unidos também esperam contrapartidas por parte de afegãos e paquistaneses. Obama disse que afegãos devem fazer mais para conter o avanço do cultivo de drogas no país e procurar coibir a corrupção no governo.

GUERRA AO TERRORISMO

A situação é cada mais perigosa. Há mais de sete anos que os talebans foram derrubados, mas a guerra continua

O presidente dos EUA, Barack Obama, no anúncio de seu novo plano contra o terrorismo no Paquistão e Afeganistão
Do Paquistão, os americanos buscam uma intensificação da repressão ao Talebã, que, de acordo com analistas, contaria com simpatizantes dentro da administração do país.

Posição do Paquistão
O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, saudou a estratégia anunciada por Barack Obama, para "reforçar a democracia" e sua decisão de triplicar a ajuda ao Paquistão, informou a agência estatal de notícias de Islamabad APP.

"Segundo o presidente Zardari, o discurso do presidente Obama sobre uma nova estratégia para o Afeganistão e o Paquistão vai fortalecer ainda mais os laços de amizade entre os dois países", acrescentou a agência.

*Com informações da Folha Online e das agências internacionais AFP, EFE e BBC

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