Parentes de sequestrador de Washington Olivetto fazem protesto no Chile por extradição

Do UOL Notícias Em São Paulo*

MANIFESTAÇÃO

  • Santiago Llanquin/AP

    Parentes de Mauricio Hernández Norambuena fazem protesto por extradição do chileno do Brasil

  • Caio Guatelli/Folha Imagem

    Na época do sequestro de Olivetto, Norambuena, de camiseta amarela, é apresentado na delegacia antissequestro

Familiares e amigos do ex-guerrilheiro chileno Mauricio Hernández Norambuena, condenado no Brasil há cinco anos, onde está preso desde 2001, fizeram uma manifestação em Viña del Mar, Chile, na frente do hotel onde se realiza a Cúpula de Líderes Progressistas, que será realizada nesta sexta (27) e sábado (29).

Norambuena cumpre pena de 30 anos no Brasil pelo sequestro, em 2002, do publicitário brasileiro Washington Olivetto. O protesto pacífico é para exigir o regresso do ex-líder da Frente Patriótica Manuel Rodrígues (FPMR) ao Chile. Iván Hernández, irmão de Norambuena, explicou que o objetivo da manifestação é entregar uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participa da Cúpula.

As autoridades chilenas pediram sua extradição argumentando que o ex-líder tem sentenças pendentes para cumprir no Chile. Hernández Norambuena, que em dezembro de 1996 fugiu de uma cadeia de alta segurança de helicóptero, foi condenado a duas prisões perpétuas pelo sequestro do empresário Cristián Edwards, filho do dono do jornal "El Mercurio", e o assassinato do senador direitista Jaime Guzmán, ambos em 1991.

Os crimes foram cometidos depois que o Chile recuperou sua democracia, em 1990, por isso Norambuena não é considerado um preso político.

O irmão do ex-guerrilheiro declarou que teve respostas ambíguas do Brasil sobre a possibilidade de transferir seu irmão à uma prisão chilena. "Estamos há mais de dois anos pedindo para que nosso irmão venha cumprir sua pena no Chile", disse. Amigos e parentes de Norambuena iniciaram uma campanha para denunciar maus tratos sofridos pelo sequestrador na Penitenciária Federal de Catanduvas, Paraná.

Em fevereiro deste ano, o governo chileno retomou as negociações para pedir sua extradição, porém as autoridades brasileiras alegam que o condenado deve cumprir sua pena integralmente no Brasil pelo sequestro de Olivetto.

*Com informações dos jornais Cooperativa e Soitu

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