Polícia Federal nega ter feito busca em casa da família do menino Sean

Claudia Andrade Do UOL Notícias Em Brasília

O ministro Paulo Vanucchi (Direitos Humanos) apresentou nesta quarta-feira (22), em audiência na Câmara dos Deputados, resposta da Polícia Federal a respeito da suposta intervenção de agentes em favor do pai biológico do menino Sean Bianchi Goldman. Ele negou que a Polícia Federal tenha feito busca em casa da família materna do menino Sean.

A criança é disputada pela família brasileira e pelo pai David Goldman, que mora nos Estados Unidos. Sean nasceu nos EUA e veio para o Brasil com a mãe, Bruna Bianchi, há quatro anos. Bruna morreu durante o parto de seu segundo filho, em agosto do ano passado.

A dúvida sobre a participação da PF em uma suposta busca feita na residência dos avós, durante visita do pai biológico ao Rio de Janeiro. A resposta, assinada pelo delegado Jorge Barbosa Pontes, coordenador-geral da polícia criminal internacional, diz que "não houve qualquer diligência feita por agentes da Polícia Federal no apartamento da avó do menor". Desta forma, segue o documento, não existe qualquer procedimento instaurado para investigar o fato.

O advogado da família brasileira, Sérgio Tostes, também presente à audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, disse que a negativa da PF torna a situação "ainda pior" por indicar que "houve a tentativa efetiva de sequestro".

O ministro Vannuchi disse que, caso haja informações mais consistentes sobre o caso, elas devem ser encaminhadas para seu ministério, para uma nova consulta à PF "já em grau de insistência". "Mas se presume que possa ser também envolvimento de uma outra polícia, que não a federal", acrescentou.

Em reportagem publicada no início de março, a revista "Época" divulgou que o pai biológico teria ido ao condomínio onde o filho mora acompanhado de agentes da PF, funcionários do consulado norte-americano e uma equipe de um canal de TV dos EUA. Os policiais teriam revistado o apartamento em busca do menino.

O caso do menino Sean tem sido discutido por autoridades do Brasil e dos Estados Unidos. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, defende que a guarda da criança seja concedida ao pai biológico. O Congresso dos EUA já aprovou duas resoluções pedindo que o menino seja devolvido ao pai.

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