Confrontos do fim de semana deixam 13 mortos, diz televisão oficial iraniana

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

A televisão estatal iraniana informou que pelo menos 13 pessoas teriam morrido em confrontos entre a Polícia e "grupos terroristas".

O número não pôde ser confirmado por outras fontes, já que o regime iraniano vetou a presença de meios de comunicação estrangeiros nas ruas do país.

O chefe da Polícia Iraniana, Ismail Ahmadi Moghadam, advertiu à oposição que as Forças de Segurança reprimirão "com decisão" qualquer tipo de protesto nas ruas.

Em carta enviada ao líder opositor Mir Hussein Moussavi, o comissário diz que as ações deste tipo são completamente ilegais.

"Uma vez anunciado o resultado das eleições, seus seguidores, em um ato ilegal, saíram às ruas e perturbaram a ordem pública e a segurança da sociedade", diz a carta, publicada pelo jornal reformista "Etemad Melli".

E acrescenta que "os bandidos estão atuando à sombra da atmosfera ilegal que o senhor criou... Mais de 400 policiais ficaram feridos".

O Irã é palco de protestos e violentos confrontos desde que há uma semana o Ministério do Interior concedeu ao atual presidente Mahmoud Ahmadinejad uma polêmica vitória por uma surpreendente maioria absoluta.

A situação foi especialmente tensa neste sábado, uma vez que as Forças de Segurança e as milícias islâmicas "Basij" reprimiram com violência uma tentativa de manifestação no centro de Teerã.

Oposição
O líder da oposição iraniana, Mir Hussein Moussavi, advertiu à República Islâmica que deve "limpar as mentiras e as atitudes desonestas" que ameaçam destruir o sistema.

Em um documento postado em seu site, o ex-primeiro-ministro advertiu ao regime que deve permitir os protestos ou enfrentar as consequências.

Suas palavras representam um claro desafio ao líder supremo da Revolução iraniana, o aiatolá Ali Khamenei, que na sexta-feira negou as denúncias de fraude eleitoral da oposição e exigiu que se colocasse um fim às manifestações de rua se se quisesse evitar "um derramamento de sangue".

"Não nos opomos ao sistema islâmico e a suas leis, mas às mentiras e às ideias desviadas. Só buscamos uma reforma", afirmou Moussavi.

"O povo espera de seus governantes honestidade e decência porque muitos de nossos problemas se devem às mentiras. A revolução islâmica deve ser o caminho", acrescentou.

O Irã é palco de protestos e violentos confrontos desde que há uma semana o Ministério do Interior concedeu ao atual presidente Mahmoud Ahmadinejad uma polêmica vitória por uma surpreendente maioria absoluta.

Moussavi denuncia que o triunfo é consequência de uma fraude maciça que foi planejada com meses de antecedência.

A situação foi especialmente tensa neste sábado, uma vez que as Forças de Segurança e as milícias islâmicas "Basij" reprimiram com violência uma tentativa de manifestação no centro de Teerã.

Testemunhas informaram que houve dezenas de feridos e de detidos.

No final do dia, Moussavi pediu a seus seguidores para continuar com os protestos e a empreender uma greve geral em todo o país.

Além disso, se mostrou disposto a se sacrificar em favor da luta.

Com informações da EFE

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