Brasil condena ação militar em Honduras que deportou o presidente

Do UOL Notícias Em São Paulo

O governo brasileiro divulgou nota na tarde deste domingo (28) condenando a ação militar que resultou na retirada do presidente de Honduras, José Manuel Zelaya, do Palácio Presidencial em Tegucigalpa e sua condução para fora do país.

"Ações militares desse tipo configuram atentado à democracia e não condizem com o desenvolvimento político da região. Eventuais questões de ordem constitucional devem ser resolvidas de forma pacífica, pelo diálogo e no marco da institucionalidade democrática. O governo brasileiro solidariza-se com o povo hondurenho e conclama a que o presidente Zelaya seja imediata e incondicionalmente reposto em suas funções", diz a nota.

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi detido neste domingo (28) por militares e levado para instalações da Força Aérea. O governo da Costa Rica confirmou que Zelaya está a salvo no país, na qualidade de "hóspede", após ter sido tirado à força da capital Tegucigalpa.

Carros blindados e tanques saíram às ruas da capital Tegucigalpa, horas depois de o presidente ter sido detido pelas Forças Armadas. Os veículos militares tomaram as ruas que dão acesso à residência presidencial. A Agência Efe observou que foram deslocados a diferentes pontos da cidade, enquanto aviões caça sobrevoam a cidade.

Cerca de três mil simpatizantes de Zelaya protestam em frente à sede do governo, que permanece isolado por um forte dispositivo militar de segurança, sem que até o momento incidentes tenham sido registrados, informaram os organizadores da manifestação.

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