Obama vê passos na direção certa para uma solução da questão palestina

Do UOL Notícias* Em São Paulo

Atualizado às 14h56

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta terça-feira (18) que sua administração vê passos na direção certa para chegar a uma solução na questão das colônias judaicas em áreas palestinas de Israel. A declaração foi feita logo após reunião com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, em Washington.

Mubarak afirmou que é hora de avançar rumo a uma "solução definitiva" para os problemas que impedem a construção de um acordo de paz entre israelenses e palestinos. Ele alertou que a violência que impera no Oriente Médio e que a escalada continuará a menos que se encontre uma solução definitiva para o conflito em Israel, Gaza e Cisjordânia.
  • Jim Young/Reuters

    Obama recebe o presidente do Egito,
    Hosni Mubarak, na Casa Branca


"Precisamos agir para encontrar uma solução definitiva", disse o presidente egípcio a jornalistas, no Salão Oval da Casa Branca. "Contatei os israelenses e eles falaram que poderíamos falar de uma solução temporária. Mas disse a eles que não, que podiam esquecer a solução temporária".

Obama disse a Mubarak que espera apresentar um novo plano de paz para a região em setembro, afirmou um porta-voz do presidente egípcio.

O encontro entre os dois líderes tinha o objetivo de dar novo gás ao processo de paz no conflito entre israelenses e palestinos, através do apoio do Egito. Esta foi a primeira reunião na Casa Branca entre dirigentes dos dois países em cinco anos, deixando para trás a relação tensa entre Cairo e Washington durante o governo de George W. Bush.

Durante a visita, Mubarak afirmou que o discurso pronunciado em junho passado por Barack Obama desfez todas as dúvidas que existiam sobre as relações entre os Estados Unidos e o mundo muçulmano.

Os EUA vêm pressionando o governo direitista de Israel a congelar a construção de assentamentos judeus em terras palestinas, mas também pede aos países vizinhos gestos simbólicos para promover a paz no Oriente Médio. No entanto, com Israel desalojando famílias palestinas, o presidente americano tem pouco a mostrar aos líderes árabes.

Em uma demonstração de deferência, o governo americano prometeu sempre consultar o presidente egípcio antes de lançar qualquer iniciativa de paz importante no Oriente Médio.

Na segunda-feira, Mubarak disse que havia falado com Obama em junho sobre a necessidade de Israel congelar os assentamentos.

"No Cairo, expliquei ao presidente Obama que as iniciativas árabes incluem o reconhecimento do Estado de Israel e a normalização das relações, mas não antes que se alcance uma paz justa e duradoura", disse Mubarak ao jornal governista "Al-Ahram". As medidas prometidas pelo egípcio estavam previstas em um plano endossado pela Liga Árabe em 2002. A contrapartida de Israel era a retirada dos territórios ocupados desde 1967 e uma solução justa para os refugiados palestinos.

Em Jerusalém
O ministro israelense de habitação, Ariel Atias, disse hoje que seu Governo desacelerou as iniciativas para construir nas colônias judaicas, "a espera de que se alcance um acordo com os Estados Unidos".

Em declarações à rádio pública israelense, Atias lembrou que, desde que tomou posse há cinco meses, o executivo do conservador Benjamin Netanyahu não deu início a projetos de construção nos assentamentos, sendo que os que estão em andamento foram autorizados previamente.

*Com informações de AFP, Efe e Reuters

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