Condenado por Lockerbie está no hospital, diz governo líbio

Do UOL Notícias* Em São Paulo

O condenado por atentado de Lockerbie, Abdel Baset al-Megrahi, foi hospitalizado na Líbia. Segundo o secretário de Estado para as Relações Exteriores da Líbia, Mohammed Siala, Megrahi é um "homem à beira da morte". "Ele está no hospital, é um homem à beira da morte, é normal que ele venha passar seus últimos dias na Líbia", disse Siala à agência de notícias Associated Press.

Imagens da emissora de televisão Channel 4, do Reino Unido, mostraram no domingo (30) Megrahi respirando através de uma máscara de oxigênio, o que poderia ser um indício do agravamento de seu câncer de próstata.

Condenado por Lockerbie

  • Danny Lawson/Reuters

    Condenado por atentado em 1988, Abdel Baset al-Megrahi esconde o rosto em embarque no aeroporto de Glasgow, na Escócia, em 20 de agosto, quando partiu para a Líbia




Megrahi, 57, foi condenado à prisão perpétua em 2001 por participação na explosão de um voo da Pan Am em 21 de dezembro de 1988. A aeronave explodiu sobre a Escócia e caiu na cidade de Lockerbie, matando as 259 pessoas a bordo e mais 11 que estavam em terra.

A Justiça escocesa decidiu soltá-lo depois de cumprir oito anos em Greenock porque ele foi diagnosticado com câncer de próstata em estado terminal. O ex-agente de inteligência deixou a prisão e partiu para a Líbia no último dia 20 de agosto.

Londres nega acordo com Trípoli
O ministro britânico da Justiça, Jack Straw, desmentiu neste domingo (30) que Londres tivesse feito um acordo, em 2007, com Trípoli, para libertar o líbio condenado pelo atentado de Lockerbie, em troca de um importante contrato de fornecimento de petróleo, como denunciou a imprensa. "A insinuação de que, de uma maneira ou outra, tivéssemos fechado um pacto secreto para libertar (Abdelbaset al) Megrahi é simplesmente absurda", disse Straw à BBC em resposta a revelações publicadas neste domingo pelo jornal "Sunday Times".

O periódico dominical obteve duas cartas enviadas em 2007 pelo próprio Straw a seu colega escocês, Kenny MacAskill, que fazem alusão a uma mudança de atitude de Londres em relação a Abdelbaset al Megrahi (o único condenado pelo atentado de Lockerbie) cuja libertação, neste final de agosto, pela Escócia, foi motivo de uma grande polêmica.

Na primeira carta, de 26 de julho de 2007, Straw dizia preferir que o líbio, então preso na Escócia, fosse excluído de um acordo sobre a transferência de presos entre o Reino Unido e a Líbia.

Na segunda, de 19 de dezembro de 2007, Straw informou a MacAskill de que sua posição havia mudado, "levando em conta os interesses manifestos do Reino Unido".

O "Sunday Times" sugere que esta mudança de Straw está relacionada a um acordo de exploração de petróleo e gás entre a companhia britânica BP e Líbia, avaliado potencialmente em 15 bilhões de libras, com negociação bloqueada naquele momento.

O "Sunday Times" assegura que Trípoli pressionou para incluir Megrahi nas negociações e revela que menos de seis semanas depois do envio da segunda carta de Straw o acordo sobre petróleo foi assinado.

* Com informações da AP e da AFP

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