Oito seguranças da embaixada dos EUA no Afeganistão são demitidos após escândalo

Do UOL Notícias* Em São Paulo

Os Estados Unidos demitiram oito seguranças de sua embaixada no Afeganistão por suspeita de comportamento indecente e comportamento sexual inapropriado em seus quartéis, disse a embaixada nesta sexta-feira (4).

O diretor em Cabul da empresa de segurança privada ArmorGroup, responsável pela segurança da embaixada americana em Cabul, também será substituído "imediatamente", disse um funcionário da embaixada. Segundo ele, os seguranças que foram demitidos deixaram o país nesta sexta-feira. Outros dois guardas pediram demissão. Seus nomes e as nacionalidades não foram revelados.

O funcionário disse que todas as 10 pessoas apareceram em fotografias que mostravam guardas e supervisores em "várias fases de nudez em uma festa regada a álcool".

O escândalo veio à tona nesta semana quando uma ONG denunciou atos de humilhação a funcionários, além de festas com presença de prostitutas, no próprio edifício da embaixada americana em Cabul.

A organização independente e sem fins lucrativos Project on Government Oversight (Pogo) enviou, na última terça-feira (2), uma carta à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, na qual denunciou o comportamento de 30 guardas e supervisores, registrado em imagens que deram a volta ao mundo.

A ONG deu início a uma investigação depois que vários guardas entraram em contato com a organização, para expressar sua preocupação sobre os ocorridos e apresentar provas.

De acordo com a Pogo, o material apresentado como prova mostra cenas nas quais os guardas "urinam em cima de pessoas, tomam doses de vodca, quebram portas, bêbados, e ameaçam e intimidam" os funcionários que não participam.

As fotografias mostram, além disso, os guardas e seus supervisores em "várias fases de nudez".

Outros documentos mostram funcionários posando com afegãos em Camp Sullivan, onde os guardas da ArmorGroup vivem, enquanto consomem álcool, e outros mostram um agente seminu que aparentemente urinou em cima de um afegão, atos considerados ofensivos e intoleráveis.

Em pelo menos uma ocasião, supervisores levaram prostitutas a Camp Sullivan.

"Houve algumas coisas em Cabul que desconhecíamos, mas que, francamente, deveríamos ter sabido", disse o porta-voz.

Segundo a Pogo, a situação levou a um rompimento do padrão moral e de liderança que comprometeu a segurança da embaixada em Cabul, onde cerca de mil diplomatas, empregados e funcionários afegãos trabalham.

Cerca de dois terços dos 450 guardas da embaixada são do Nepal e do norte da Índia que falam inglês com dificuldade, uma situação que cria dificuldades de comunicação, diz a Pogo.

Na quinta-feira, a embaixada disse que bebidas alcóolicas foram proibidas em Camp Sullivan e a equipe de segurança diplomática foi designada para o local.

* Com informações da AP, Reuters e Folha Online

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