Espanha impede entrada no país de membros do governo de Honduras

Do UOL Notícias* Em São Paulo

A Espanha proibiu a entrada no país de dez membros do governo de Honduras nesta quarta-feira (16). Entre os que foram proibidos de entrar no país estão o ministro da Defesa, Adolfo Lionel Sevilla, o ministro do Interior, Oscar Raul Matute, e o ministro de Finanças, José Rosario Bonnano Zaldivar, disse a chancelaria espanhola em um comunicado.

Os elementos da crise

  • Desde que foi eleito, em 2005, Manuel Zelaya se aproximou cada vez mais dos governos de esquerda da América Latina, promovendo políticas sociais no país. Ao mesmo tempo, seus críticos argumentam que Zelaya teria se tornado um fantoche do líder venezuelano Hugo Chávez e acabou sendo deposto porque estava promovendo uma tentativa ilegal de reformar a constituição



Também foi proibida a entrada na Espanha do presidente do Tribunal Supremo, Jorge Alberto Rivera Aviles.

"O Conselho de Assuntos Gerais da União Europeia, em sua reunião de ontem, haprovou um 'Documento de Conclusões sobre Honduras' em que se acolhe a decisão da União de iniciar os procedimentos oportunos para restringir o ingresso em território europeu de membros do Governo de fato hondurenho, diz o comunicado.

"O Governo espanhol reitera seu apoio ao trabalho de mediação do Presidente da Costa Rica, Óscar Arias, e espera que estas medidas contribuam ao restabelecimento da normalidade constitucional em Honduras", acrescenta o comunicado.

Desde o golpe de Estado de 28 de junho, os Estados Unidos cortaram a ajuda econômica a Honduras e a União Europeia retirou a ajuda econômica às instituições, mas não à população hondurenha, e o Brasil passou a exigir visto para a entrada de hondurenhos no país.

Zelaya pede boicote às eleições
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pediu a seus simpatizantes que se abstenham das atividades eleitorais enquanto ele não for restituído ao governo.

"Não se deve participar em nenhuma atividade eleitoral até que eu esteja novamente à frente do governo da República", declarou Zelaya ao comando das ações de resistência ao golpe de Estado, segundo um comunicado da embaixada de Honduras em Manágua.

O regime de fato em Honduras, presidido por Roberto Micheletti, pretende legalizar o golpe de Estado por meio das eleições para ficar no poder, declarou Zelaya.

As eleições presidenciais em Honduras acontecerão em novembro, mas a comunidade internacional advertiu que não vai aceitar os resultados se Zelaya não retornar ao poder antes.

Micheletti não acredita em invasão
O presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, disse nesta quarta-feira (16) não acreditar que o país seja invadido para tirá-lo do poder e reconduzir o chefe de Estado deposto, Manuel Zelaya, ao cargo, mas que dará ordens aos militares para que "não disparem um tiro" caso isso ocorra.

"Não acho que chegaremos ao extremo" de tropas estrangeiras invadirem Honduras, declarou à rádio "América", de Tegucigalpa, sem mencionar algum país especificamente.

"No entanto, a pressão dos dólares e a pressão do petróleo podem encher de ilusões muitos que almejam isso", apontou Micheletti.

"Se forças estrangeiras se unirem, eu não vou permitir o derramamento de uma gota de sangue de nenhum hondurenho", insistiu.

* Com informações da AFP e EFE

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