Americana presa por 18 anos vivia em meio a lixo acumulado em seu cativeiro

Do UOL Notícias* Em São Paulo

O cativeiro onde a jovem americana Jaycee Lee Dugard ficou presa durante 18 anos foi encontrado com lixo espalhado por todos os cantos, móveis sujos e louças empilhadas de maneira precária. A polícia disse que removeu três caçambas de caminhão de lixo do local.

As imagens do cativeiro foram tiradas por inspetores que participaram das buscas na casa de Phillip e Nancy Garrido, os acusados pelo sequestro, na Califórnia. As fotografias chegaram à imprensa local após as autoridades revelarem que os cães farejadores da polícia notaram um cheiro que poderia indicar restos mortais enterrados no quintal da casa do casal.
  • AP

    A polícia disse que removeu três caçambas de caminhão de lixo do cativeiro de Dugard


Os Garrido são acusados de sequestrar e manter em cativeiro a americana Jaycee Lee Dugard por 18 anos. Jaycee passou o período vivendo em um acampamento no quintal da casa de Garrido e sua mulher, Nancy, em Antioch, na região metropolitana de San Francisco. Ela teria sido estuprada com frequência e dado à luz duas filhas de Garrido, hoje com 11 e 15 anos. As crianças também viviam no quintal da residência. Elas viviam completamente isoladas do mundo, e o acampamento era escondido da vista externa. Nenhuma delas frequentava escolas ou ia ao médico regularmente.

J.D. Nelson, porta-voz do departamento da polícia do condado de Alameda, disse que dois cães "indicaram" um local no quintal, mas alertou que a área é conhecida por ter restos mortais de indígenas e animais enterrados.

Busca por corpos
Os cães farejadores que buscam cadáveres são treinados para buscar o cheiro de corpos em decomposição e são capazes de sentir o cheiro de algo a um metro de profundidade, disse Nelson. "Eles pegam o cheiro que pode ser ou não de restos mortais humanos. O primeiro cão foi muito hesitante em sua indicação. O segundo cão foi mais direto e indicou o local diretamente".

Entenda o caso de Jaycee Lee Dugard



Investigadores planejavam usar um equipamento de radar de alta tecnologia para vasculhar o local nesta sexta-feira (18). Eles poderiam iniciar uma escavação se o radar fornecesse informações específicas sobre o que está sob a terra, disse Nelson.

Na quarta-feira (16), a polícia encontrou um fragmento de osso na propriedade de Garrido e agora procura outros pedaços próximos ao portão do quintal do vizinho, a qual o acusado tinha acesso.

Testes estão sendo feitos para determinar se o osso é humano ou de animal.

Suspeita de outros crimes
Garrido e sua mulher, Nancy, alegam inocência contra as 29 acusações que enfrentam, entre elas as de sequestro e de estupro. Eles estão na prisão do condado de El Dorado, ao norte do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. No último dia 14 de setembro, a justiça impôs a fiança para Phillip Garrido em US$ 30 milhões (cerca de R$ 54,5 milhões).

Phillip Garrido chegou a ser condenado, em 1977, pelo rapto, no ano anterior, de uma funcionária de um cassino em Reno (Nevada), mas recebeu liberdade condicional em 1988.

O tenente Leonard Orman declarou à imprensa que Garrido já havia violado uma adolescente em 1972 - um crime pelo qual jamais foi condenado, já que as investigações contra ele foram abandonadas na época.

Em abril de 1972, uma garota de 14 anos havia encontrado Garrido na biblioteca de Antioch, mesma cidade onde Jaycee Dugard seria raptada duas décadas depois, acrescentou o tenente. Ela teria entrado no carro de Garrido, recebido drogas e conduzida a um motel.

A polícia em Hayward, Califórnia, está tentando verificar se há relação entre Garrido e o sequestro de Michaela Garecht, em 1988. Garecht e Dugard tinham a mesma idade e aparência quando desapareceram.

Em Dublin, Califórnia, investigadores disseram no início do mês que eles estavam procurando conexão entre Garrido e o desaparecimento em 1989 de Ilene Misheloff, que tinha 13 anos na época.

* Com informações do Daily Mail

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