Com impasse, OEA "nem cogita" enviar observadores a Honduras

Do UOL Notícias Em São Paulo*

Atualizada às 14h22

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou nesta terça-feira (10) que, diante do fracasso das negociações em Honduras, o organismo "nem cogita" enviar observadores para acompanhar as eleições presidenciais de 29 de novembro.

Os elementos da crise

  • Desde que foi eleito, em 2005, Manuel Zelaya se aproximou cada vez mais dos governos de esquerda da América Latina, promovendo políticas sociais no país. Ao mesmo tempo, seus críticos argumentam que Zelaya teria se tornado um fantoche do líder venezuelano Hugo Chávez e acabou sendo deposto porque estava promovendo uma tentativa ilegal de reformar a constituição

Durante uma reunião extraordinária da OEA em Washington, Insulza declarou que é difícil imaginar uma retomada nas negociações entre o presidente deposto Manuel Zelaya e o governo golpista de Roberto Micheletti.

Insulza disse ter conversado com Zelaya, quem teria lhe garantido "não ter nenhuma disposição" para voltar a conversar com o governo de Micheletti.

"A nossa decisão sobre a missão de observadores para a eleição é uma coisa que não poderíamos nem cogitar", declarou o secretário-geral da OEA. "Do ponto de vista político, não existe nenhuma condição para enviar uma missão eleitoral a Honduras".

A posição da OEA anunciada hoje aumenta o clima de incerteza com relação ao futuro político de Honduras, já que reduz as chances de legitimação internacional das eleições de 29 de novembro, quando os hondurenhos deveriam ir às urnas para escolher o presidente que assumiria o poder a partir de janeiro.

Os candidatos presidenciais, o governo no poder e a Justiça Eleitoral de Honduras reiteram que o calendário eleitoral - definido há mais de um ano - será respeitado e "nada" poderá impedir a realização das eleições. Contudo, a comunidade internacional não reconhece o governo que assumiu o controle do país após o golpe e alega que nessa situação excepcional não existem as condições mínimas para realização de eleições livres.

O último acordo alcançado na tentativa de superar o impasse e viabilizar o reconhecimento do futuro presidente foi firmado em 30 de outubro, e previa que a restituição de Zelaya passasse pelo Congresso, seguida pela normalização das relações diplomáticas rompidas.

No entanto, na semana passada, novos desentendimentos entre as partes jogaram por terra os termos desse acordo.

*Com informações da AFP

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos