Grupo protesta na Fiesp contra visita de presidente de Israel

Rodrigo Bertolotto Do UOL Notícias Em São Paulo

Shimon Peres ironiza Chávez

Em visita ao Brasil, o presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou nesta quinta-feira (12), que o Mercosul, bloco com o qual o Estado judeu negocia um tratado de livre comércio, não se adaptará ao venezuelano Hugo Chávez, mandatário do país que acabou de aderir ao grupo e que rompeu laços diplomáticos com os israelenses após a ofensiva iniciada no fim do ano passado

Um grupo de 30 manifestantes, entre integrantes de grupos islâmicos e partidos de esquerda, protestou nesta quinta-feira contra a visita do presidente israelense, Shimon Peres, à capital paulistana.

Eles se concentraram no Masp (Museu de Arte de São Paulo) e fizeram passeata até o prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), onde o político de Israel iria se reunir com empresários locais.

Com faixas, cartazes e palavras de ordem, eles lembraram a invasão israelense ao território da Faixa de Gaza, na virada de 2008 para 2009. Uma das faixas dizia: "Crianças Brasileiras: Cuidado! Shimon Peres, assassino de crianças em Gaza, está no Brasil".

Peres faz visita ao Brasil, se reunindo com o presidente Lula na quarta e se encontrando com o governador paulista, José Serra, nesta quinta - de quebra ainda se reuniu com atacante Ronaldo, do Corinthians. Nesta sexta, o israelense vai ao Rio de Janeiro para encontro com empresários, com o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, e a comunidade judaica na cidade - na sequência, segue para a Argentina.

Com coros como "O povo palestino é meu amigo/mexeu com ele, mexeu comigo" e "Simon assassino/ do povo palestino", os manifestantes encontraram as portas do prédio da Fiesp fechadas e vigiadas por policiais e seguranças.

Para a surpresa dos pedestres que saíam do serviço nos escritórios da avenida empresarial, os ativistas soltaram frases de impacto no megafone.

  • Bandeiras do Líbano e Palestina coloriram o protesto no centro

"Há 20 anos derrubaram o Muro de Berlim. Agora os palestinos vão derrubar o muro que Israel está construindo", berrou Mohamad Sami, presidente da Associação Islâmica de São Paulo.

"As armas que foram usadas contra os palestinos em Gaza agora Israel quer vender para o Brasil. Testaram lá para comercializar aqui", disse Roberto Gustavo Porfírio, militante do partido de esquerda PSTU.

A visita ao Brasil do presidente de Israel tem como pano de fundo os conflitos do Oriente e o Brasil como ator na intermediação entre as partes. Lula recebe no dia 23 o líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que já disse que Israel devia ser riscado do mapa.

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