Terremoto poderia ter provocado estragos ainda maiores no Haiti, explica sismólogo da UnB

Da Agência Brasil Em Brasília

O terremoto que atingiu ontem (12) Porto Príncipe, capital do Haiti, poderia ter provocado estragos ainda maiores, de acordo com o professor do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) George Sand. Ele explica que o país está no limite de placas tectônicas do Caribe e da placa norte-americana, por isso abalos nessa área já estavam previstos.

"As estruturas do Haiti não obedecem determinações de prevenção às regiões que estão nos limites de placas tectônicas, como seguem os países desenvolvidos. Apesar de todo o caos, o estrago poderia ter sido maior, porém, a maioria das casas dessa região, têm apenas um andar."

De acordo com dados estatísticos do Observatório Sismológico da UnB, abalos com 7 graus de magnitude na escala Richter, ocorrem em média, 12 vezes por ano em toda o planeta. As regiões comumente afetadas com tremores são monitoradas frequentemente.

O professor ainda explica que os abalos secundários são comuns quando há terremotos em grandes proporções, porém são percebidos em escalas menores, mas quando se trata de regiões sem estrutura de impactos aos tremores, um segundo ou terceiro abalo, provocam maiores danos. As regiões Norte e Sul do país estão mais expostas a novos tremores.

Os monitoramentos na região do Haiti e proximidades continuam, pois ainda não é possível afirmar se novos abalos poderão ocorrer.

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