Cruz Vermelha cria serviço para ajudar a localizar familiares no Haiti

Do UOL Notícias Em São Paulo

Diante do grande número de pessoas afetadas pelo terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira (12), o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) criou um serviço para ajudar familiares e amigos a entrarem em contato com pessoas que se perderam durante o tremor. Até a tarde desta quinta-feira, a lista tinha milhares de nomes.

No site "FamilyLinks", as pessoas no Haiti e no exterior podem publicar os nomes dos parentes que estão procurando.

Ali serão progressivamente agregadas as informações encontradas pelos serviços de busca da Cruz Vermelha no Haiti, da Cruz Vermelha Nacional e do Crescente Vermelho em todo o mundo. As entradas publicadas na lista só podem ser modificadas pelo CICV.

O objetivo é acelerar o processo de restabelecimento de contato entre familiares separados,facilitando a comunicação e concentrando informações.

Mobilização na internet
O terremoto provocou intensa mobilização em redes de relacionamento na internet como o Orkut e o Twitter. Parentes e amigos de brasileiros que integram a missão de paz no país usam sites para encontrar informações e expressar alívio ou pesar pelas notícias.

Fabiola Gomes, casada com o sargento Dagoberto Godoy, que está no Haiti, só conseguiu notícias do esposo 12 horas depois do terremoto. Após a tragédia, mesmo sabendo que está tudo bem com o marido, Fabiola passa o dia na internet em busca de notícias.

"Fico conectada o dia inteiro tentando saber notícias. Mesmo depois de ter recebido um telefonema dele eu não consigo ficar calma, porque sei que novos tremores aconteceram. Só vou ficar tranquila quando ele estiver ao meu lado", disse Fabiola, que mora no Rio de Janeiro e espera com os dois filhos, um garoto de 8 anos e um bebê de 4 meses, o retorno do marido.

Em julho, quando o esposo partiu para a missão no Haiti, Fabiola estava grávida de 6 meses. O sargento só viu o bebê durante dez dias em uma rápida visita ao Brasil. No dia do terremoto, o oficial estava com as malas prontas para voltar ao Brasil na próxima semana. "Ele estava com tudo pronto e fazendo a contagem regressiva para vir embora. Mas agora não temos nem previsão de retorno", lamentou.

A agonia de Rosa Godoy, que mora em São Paulo durou 6 horas. Ela ficou sabendo do terremoto pela TV e correu para a internet para saber notícias do filho, o soldado Luiz Gustavo de Godoy, de 21 anos. "Quando vi na televisão eu entrei no Orkut, onde participo de uma comunidade da missão no Haiti e comecei a procurar informações. Por volta de uma hora da manhã [de quarta-feira] ele conseguiu me ligar e disse que estava bem", contou.

Rosa comenta que o filho ficou 6 meses na missão com muita tranquilidade, sem grandes ocorrências, nem furacões, como costuma ocorrer lá. "Estava previsto que aconteceriam três furacões, mas não aconteceu."

Em sites de relacionamento com o Twitter, o terremoto no Haiti está entre os assuntos mais comentados. Internautas do mundo inteiro trocam informações e repassam contas, telefones e notícias para quem quer ajudar as vítimas daquele país.

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