Cruz Vermelha diz que há até 50 mil mortos no Haiti

Do UOL Notícias* Em São Paulo

Destruição no Haiti

  • Imagens aéreas mostram a destruição em Porto Príncipe, capital do Haiti, depois do terremoto de sete graus na escala Richter que atingiu o país


Entre 45 e 50 mil pessoas podem ter morrido no terremoto que arrasou o Haiti na última terça-feira, disse nesta quinta-feira (14) um funcionário da Cruz Vermelha à emissora local "Radio Metropole".

Víctor Jackson, que trabalha na Cruz Vermelha do Haiti, assinalou, no entanto, que ninguém sabe com precisão nem está em condições de confirmar um número detalhado de mortos. Segundo a organização, outras 3 milhões de pessoas teriam ficado feridas ou desabrigadas em razão do tremor. Muitos outros podem ainda estar vivos embaixo de escombros.

Dois dias após o forte terremoto que atingiu principalmente a capital Porto Príncipe, ainda não há números oficiais de mortos e prejuízos. Corpos e escombros estão espalhados pelas ruas.

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Pelos menos 1.500 corpos aguardam no Hospital Geral de Porto Príncipe para ser enterrados. A informação foi dada pelo diretor do hospital à agência Reuters. Como são vários corpos, alguns estão alocados do lado de fora do hospital. Autoridades locais continuam as buscas por mais corpos. Muitos foram localizados no meio das ruas e até dentro de veículos.

Ontem, o presidente haitiano, René Préval, afirmou que a tragédia pode ter deixado entre 30 mil e 50 mil mortos. Já o primeiro-ministro, Jean-Max Bellerive, falou em cerca de 100 mil mortos durante entrevista à rede de TV norte-americana CNN. Segundo o embaixador do Haiti na Organização dos Estados Americanos (OEA), Duly Brutus, o sismo causou "dezenas de milhares de vítimas e perdas materiais consideráveis".

Os militares mortos no Haiti

  • Arquivo pessoal

    2º sargento Leonardo de Castro Carvalho, sediado em Lorena (SP)

  • Marlene Bergamo/Folha Imagem

    2º sargento Davi Ramos de Lima

  • Marlene Bergamo/Folha Imagem

    Soldado Tiago Anaya Detimermani


Entre os mortos confirmados estão ao menos 15 brasileiros --14 militares e a chefe da Pastoral da Criança, Zilda Arns. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, confirmou nesta quinta-feira (14) que pelo menos 22 funcionários do organismo morreram.

Segundo nota da organização Médicos Sem Fronteira (MSF), mais de mil vítimas do terremoto já foram atendidas. Equipes do MSF estão recebendo pacientes em quatro tendas montadas próximas às unidades de saúde destruídas pelo tremor.

Contato
Diante do grande número de pessoas afetadas, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) criou um serviço para ajudar familiares e amigos a entrarem em contato com pessoas que se perderam durante o tremor. Até a tarde desta quinta-feira, a lista tinha milhares de nomes.

No site "FamilyLinks", as pessoas no Haiti e no exterior podem publicar os nomes dos parentes que estão procurando.

Ali serão progressivamente agregadas as informações encontradas pelos serviços de busca da Cruz Vermelha no Haiti, da Cruz Vermelha Nacional e do Crescente Vermelho em todo o mundo. As entradas publicadas na lista só podem ser modificadas pelo CICV.

O objetivo é acelerar o processo de restabelecimento de contato entre familiares separados,facilitando a comunicação e concentrando informações.



*Com agências internacionais

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