Espaço aéreo do Haiti está saturado, diz aviação civil americana

Do UOL Notícias* Em São Paulo

O espaço aéreo haitiano está saturado e o governo local pediu na tarde desta quinta-feira (14) que os Estados Unidos e outros países não liberarem, por enquanto, mais voos para a capital Porto Príncipe, segundo informações da autoridade americana da aviação civil (FAA).

Tropas e aviões carregados de alimentos e remédios foram enviados para o Haiti para ajudar a população abalada pelo terremoto catastrófico que derrubou casas e prédios, soterrando milhares de pessoas na noite da última terça-feira.

A Cruz Vermelha haitiana disse que pode haver entre 45 mil e 50 mil mortos e três milhões de feridos ou desabrigados depois que o terremoto de magnitude 7 atingiu a capital. Estima-se que muitas pessoas ainda estejam vivas, presas sob os escombros.

A ajuda começou a chegar por ar, mas os mantimentos ainda não alcançaram os haitianos que vagavam pelas ruas de Porto Príncipe buscando desesperadamente por água, comida e remédio. "Dinheiro não vale nada agora, água é a moeda", disse um funcionário de ajuda humanitário à agência Reuters.

Saqueadores invadiram um supermercado danificado pelo tremor em um bairro de Porto Príncipe, levando eletrônicos e sacos de arroz. Outros tiraram gasolina de um caminhão-tanque quebrado. "Todos os policiais estão ocupados resgatando e enterrando suas próprias famílias", disse Manuel Deheusch, o dono de uma fábrica de telhas. "Eles não têm tempo de patrulhar as ruas".

Os Estados Unidos estão enviando 3.500 soldados e 300 trabalhadores da área médica para ajudar com o resgate e a segurança na capital devastada. As primeiras equipes deveriam chegar ainda nesta quinta-feira. O Pentágono também enviaria um porta-aviões e três barcos anfíbios, incluindo um capaz de transportar até 2.000 fuzileiros navais.

O Brasil, por sua vez, enviou 14 toneladas de alimentos e água potável, além de instalar uma ponte aérea com oito aviões e um hospital de campanha. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou que pretende enviar "nos próximos dias" um "especialista encarregado do tratamento e da identificação dos corpos". O CICV já enviou 40 toneladas de medicamentos e kits médicos.

*Com informações das agências internacionais

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