Governo brasileiro detalha plano de ajuda ao Haiti

Luana Lourenço
Da Agência Brasil
Em Brasília

Você Manda - Haiti

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O plano emergencial do governo brasileiro de ajuda ao Haiti terá ações nas cinco áreas prioritárias identificadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que chegou na noite de ontem (13) ao país: sepultamento dos mortos, socorro médico aos feridos, remoção de destroços, reforço da segurança nas operações e distribuição de suprimentos, principalmente água e comida.

A estratégia foi traçada pela comitiva brasileira no Haiti, após reuniões com comandantes militares que atuam nas forças de paz e visitas às tropas atingidas pelo terremoto. Jobim conversou sobre o plano hoje (14) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e relatou a situação da capital, Porto Príncipe, após a tragédia.

O Haiti pede ajuda

  • Caio Guatelli/Folha Imagem

    Vítimas são atendidas em base improvisada do Exército brasileiros na capital Porto Príncipe

Pelo menos quinze brasileiros morreram no Haiti. O Exército confirmou a morte de 14 militares brasileiros e da médica sanitarista Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança Internacional.

De acordo com o Ministério da Defesa, 15 engenheiros serão enviados ao Haiti para reforçar o Batalhão de Engenharia do Exército, que também vai receber equipamentos pesados da construtora OAS, que realiza obras no país, para auxiliar na retirada dos escombros e desobstrução das ruas, principalmente para garantir o acesso da ajuda humanitária e serviços de resgate.
  • Arte UOL

    Nome oficial: República do Haiti
    Capital: Porto Príncipe
    População: 9.035.536
    Idiomas: francês e francês crioulo
    Religião: católica, protestante,afro-americanas
    Etnias: negros (95%), mulatos e brancos (5%)
    IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 148º
    Tipo de governo: república presidencialista
    Divisão administrativa: o país é dividido em 10 departamentos



Os engenheiros brasileiros também ajudarão no sepultamento dos corpos. A grande quantidade de mortos espalhados pelas ruas preocupa as autoridades pelo risco de epidemias e contaminação. O governo brasileiro vai sugerir às autoridades haitianas a indicação de um local para construção de um cemitério.

Dois hospitais de campanha brasileiros serão montados em Porto Príncipe. O avião C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) que se dirige a Porto Príncipe partiu pouco depois das 12h da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, a mesma de onde ontem saiu outro aparelho com toneladas de alimentos, remédios e água.

Um total de 46 militares - entre médicos e enfermeiros - deve integrar o hospital de campanha montado pelo governo brasileiro. Também serão enviados equipamentos para centro cirúrgico, unidade de terapia intensiva (UTI), aparelho para raio-X, laboratório e módulos para atendimento ambulatorial.

Também deverá ser enviado um hospital de campanha da Marinha, além de kits do Ministério da Saúde com medicamentos para atendimento básico. Após o terremoto, muitos haitianos foram buscar socorro na sede da missão brasileira.

Hoje, os militares brasileiros atendem os feridos pela tragédia, alguns mutilados, num hospital improvisado na sede do batalhão do país. A estrutura tem realizado 70 atendimentos por dia, com prioridade para os casos mais graves.

Até para receber a ajuda humanitária internacional, o Haiti deverá enfrentar dificuldades. A avaliação do governo brasileiro é que será necessário montar estrutura para armazenamento e distribuição dos alimentos que já começaram a chegar ao país.

As tropas brasileiras também deverão atuar no reforço da segurança de comboios de ajuda humanitária e hospitais de campanha, para evitar saques e invasões.

Para facilitar a ida de bombeiros, militares, integrantes da Força Nacional de Segurança Pública e técnicos da Embratel que irão ajudar a recuperar as telecomunicações da ilha, o governo brasileiro está emitindo passaportes emergenciais para mais de 100 pessoas. Cerca de 35 bombeiros de Brasília e agentes da Força Nacional já passaram pelo Palácio Itamaraty para fazerem seus passaportes antes de embarcar.

As Forças Armadas enviarão ainda 18 cães para auxiliar no resgate das vítimas, provindos de diversos Estados, como Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Bahia e Rio Grande do Norte. Eles aguardam a liberação para embarcar para Porto Príncipe em um dos aviões da FAB.



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