Militar conta que corpos de brasileiros estavam em base de infantaria que ruiu

Do UOL Notícias Em São Paulo

  • Divulgação/Arquivo pessoal

    Cabo Emerson Motta (de boné) é visto com
    seus colegas de equipe no Haiti


Na tarde da quarta-feira (13), em um cenário de muita destruição, cercado por mortos e feridos, o cabo Emerson Motta, do 5º Batalhão de Engenharia e Construções do Exército, operava uma escavadeira e ajudava a resgatar dos escombros os corpos de três militares brasileiros, que morreram vítimas do terremoto que atingiu o Haiti na noite de terça-feira (12). Ele conta que no local funcionavam bases de infantaria da missão brasileira em Porto Príncipe, que ruíram com o tremor de 7 graus.

O relato do militar foi feito ao seu irmão, o jornalista Êduard Motta, que está em Monte Negro, em Rondônia, cidade natal do cabo.

Militares brasileiros mortos no Haiti

FunçãoNome
CoronelEmilio Carlos Torres dos Santos
1º TenenteBruno Ribeiro Mário
SubtenenteRaniel Batista de Camargos
2º Sargento Davi Ramos de Lima
2º Sargento Leonardo de Castro Carvalho
3º SargentoRodrigo de Souza Lima
CaboDouglas Pedrotti Neckel
CaboWashington Luis de Souza Seraphin
CaboAri Dirceu Fernandes Junior
SoldadoTiago Anaya Detimermani
SoldadoAntônio José Anacleto
SoldadoFelipe Gonçalves Julio
Soldado Rodrigo Augusto da Silva
SoldadoKleber da Silva Santos


De acordo com o soldado, a equipe dele foi orientada a priorizar as buscas no local onde funcionava um hotel e havia um escritório civil da ONU (Organização das Nações Unidas). Ele diz que helicópteros e aviões cruzam o espaço aéreo da capital o tempo todo e há uma grande movimentação de jornalistas do mundo inteiro.

O cabo Motta está há cinco meses na região e deveria voltar para o Brasil no próximo dia 28, mas agora vai permanecer em Porto Príncipe para trabalhar na reconstrução do país. Ele conta que no momento dos tremores estava em outra base, no vilarejo de Belladere, realizando uma obra para o Exército, e demorou seis horas para chegar a Porto Príncipe, porque as estradas estão em péssimo estado.

Segundo o militar, mesmo longo do epicentro do terremoto, ele viu uma caçamba carregada cair de um trator e quicar. Já em Porto Príncipe, ele conta que sente pequenos abalos e um cheiro "esquisito" paira na cidade. "Possivelmente, dos mortos", diz.

Motta informa que os outros brasileiros que estavam com ele estão bem. O alojamento deles, que é uma espécie de contêiner, fica em terreno plano e sem prédios em volta, por isso sofreu apenas pequenos danos.


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