Novo embaixador dos EUA entrega credenciais a Lula e deve preparar visita de Hillary Clinton ao Brasil

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quinta-feira (4) as credenciais do novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, cuja nomeação é considerada no país uma "deferência" do chefe de Estado americano, Barack Obama. Segundo fontes oficiais brasileiras, uma das primeiras missões do diplomata será preparar uma visita ao Brasil da secretária de Estado Hillary Clinton, a qual precederia à que Obama deve fazer ainda no primeiro semestre deste ano.

  • Eraldo Peres/AP

    O presidente Lula recebe o novo embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon, em Brasília

Shannon, 51, foi indicado para o cargo no Brasil pelo presidente Barack Obama ainda quando ocupava a subsecretaria do Departamento de Estado para o Hemisfério Ocidental - mais alto posto diplomático dos EUA para a América Latina - em maio de 2009. No entanto, a falta de consenso entre senadores republicanos e democratas adiaram a sua nomeação. O Senado dos EUA somente aprovou a indicação em 24 de dezembro, após quase oito meses.

 

Shannon entrou no serviço diplomático em 1984 e prestou serviços como assessor especial do presidente George W. Bush e tem experiência diplomática em lidar com situações de crise. Ele trabalhou durante 25 anos nas embaixadas dos Estados Unidos na Venezuela - país que mantém uma tensa relação com os EUA - e África do Sul, exatamente no período das negociações pelo fim do apartheid (regime de segregação racial). O diplomata também já exerceu a função no Brasil como assessor da embaixada em Brasília de 1989 a 1992.

Thomas Shannon substitui o empresário Clifford Sobel, que foi indicado pelo ex-presidente George W. Bush em 2006 e permaneceu em Brasília até agosto.




Em depoimento ao Senado norte-americano, Shannon apresentou suas observações sobre o Brasil e seus objetivos à frente da embaixada:

Brasil como líder mundial

“O Brasil se comprometeu como líder mundial, abrindo 48 novas missões diplomáticas na África, Oriente Médio e na Ásia desde 2002, demarcando um papel importante para si no G20. O Brasil é determinado para ser um jogador-chave nas decisões globais e quer ser visto como potência mundial. Esta é uma oportunidade que não devemos deixar passar. O Brasil está preparado para compartilhar a carga de parceria global”.

Interesse pelo Brasil

“Os interesses internacionais do Brasil estão crescendo. Nós precisamos focar nas áreas onde nossos interesses são congruentes e onde a cooperação possa melhorar nossa relação bilateral. Alguns interesses são: reforçar as bases do comércio e investimento, aumentar nossa parceria energética, garantir ações sobre o aquecimento global, explorar a cooperação para a segurança, levar mais segurança aos cidadãos através da lei, melhorar a integração regional por meio do desenvolvimento de infraestrutura e reforçar a segurança de alimentação”.

Biocombustíveis

“Em 2007 os dois países assinaram um memorando sobre biocombustíveis e se comprometeram a trabalhar juntos para formar uma regulamentação internacional, trocar experiências e tecnologias sobre o assunto e cooperar com outros países de terceiro mundo para ajudá-los a desenvolver indústrias nacionais de biocombustíveis”.

Troca de experiências

“Em 2008 o Brasil e os EUA assinaram um plano de ação contra a discriminação racial. Esta nova experiência na diplomacia social cria grupos de orientação na sociedade civil para identificar as formas em que os países podem cooperar para combater esse problema. Em 2007, um fórum foi lançado. Este fórum oferece aos executivos brasileiros e americanos oportunidade para aconselhar nossos governos sobre as estratégias para aumentar os laços comerciais, melhorar o clima empresarial, eliminar obstáculos junto ao comércio e ao investimento e promover inovação”.

Diálogo entre EUA e Brasil

“Desde 2003 os Estados Unidos e o Brasil desenvolveram uma série de grupos de trabalho sobre comércio, finanças, energia, agricultura, meio ambiente, defesa, ciência e tecnologia. Estes grupos se reúnem periodicamente e criaram uma teia de relações entre os nossos governos para ganhar confiança, melhorar a comunicação e resolver problemas”.

*Com informações de agências internacionais

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