Brasil poderá mandar ajuda à Colômbia para libertar reféns

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse nesta quinta-feira (18) que o Brasil poderá mandar ajuda à Colômbia para a libertação de reféns.

Marco Aurélio ressaltou que o Brasil já deu, em outras ocasiões, apoio logístico por meio da FAB (Força Aérea Brasileira) para este tipo de resgate. “Se houver solicitação do governo colombiano e acordo das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), nós estudaremos com simpatia esta hipótese. Todas as iniciativas que possam favorecer a paz têm o nosso apoio”.

Em fevereiro de 2009, o Brasil cedeu dois helicópteros ao governo colombiano para colaborar com o resgate de dois políticos colombianos, o ex-governador Alan Jara e o ex-deputado regional Sigifredo López, libertados pelas Farc.

Conflito

Hoje a Colômbia acusou as Farc de buscarem destaque eleitoral ao adiar a libertação de dois militares sequestrados há vários anos pelo grupo rebelde e advertiu que buscam apresentar a libertação como um gesto de paz para ganhar espaço político.

As Farc anunciaram desde abril de 2009 a libertação do sargento Pablo Emílio Moncayo, do soldado Josué Daniel Calvo e a devolução dos restos mortais do oficial da polícia Julián Ernesto Guevara, que morreu doente no cativeiro.

Mas o anúncio dos rebeldes não se concretizou por causa de uma exigência inicial do presidente Álvaro Uribe para que liberassem simultaneamente 24 membros das Forças Armadas sequestrados pelas Farc, que recusaram a solicitação.

"Estes terroristas das Farc vêm protelando a libertação, prolongando a tortura simplesmente para fazer uma farsa eleitoral. Isso é muito grave, querer fazer 'protagonismo' eleitoral pelo terrorismo das Farc com a dor dos sequestrados", disse Uribe a uma rádio local. "Agora querem apresentar a libertação como expressão de que querem paz. Tomara que isso não seja outro engano, como tem feito esse grupo terrorista em tantas ocasiões anteriores em época eleitoral", afirmou em comunicado.

A declaração do presidente foi feita horas antes de uma reunião entre o governo, a Cruz Vermelha Internacional, a Igreja Católica, membros da embaixada do Brasil na Colômbia e a senadora do Partido Liberal Piedad Córdoba para definir os detalhes da entrega dos reféns.

As Farc buscam trocar os membros das Forças Armadas sequestradas por centenas de guerrilheiros detidos através de um acordo humanitário com o governo.

Desde o começo, o governo denunciou que com as entregas graduais a guerrilha busca ganhar espaço político nas eleições deste ano e limpar sua imagem diante do mundo.

Uribe suavizou sua posição e autorizou Córdoba, a Igreja Católica e a Cruz Vermelha Internacional a formar uma missão humanitária que receba os reféns militares e os restos de Guevara.

O suboficial Moncayo, sequestrados pelas Farc há mais de 12 anos, é um dos reféns mais antigos do conflito interno que dura mais de 45 anos na Colômbia, e ganhou protagonismo em nível internacional pelas caminhadas de seu pai, o professor Gustavo Moncayo, para exigir sua libertação.

*Com informações da agência Brasil e internacionais

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos