Divergências entre Brasil e Equador fazem senador suspender sabatina de diplomata

Marcos Chagas

Da Agência Brasil
Em Brasília

Preparado para passar pela sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado, primeira etapa para a aprovação pela Casa da mensagem presidencial que permitiria a nomeação para o cargo de embaixador do Brasil no Equador, o diplomata Fernando Simas Magalhães foi surpreendido por um pedido de vista feito pelo senador Fernando Collor (PTB-AL). A prerrogativa parlamentar inviabilizou a sabatina.

À "Agência Brasil", Fernando Collor explicou que a iniciativa de requerer mais tempo para analisar a mensagem presidencial decorre da relação “inamistosa” do governo Equatoriano para com o Brasil. O parlamentar disse que houve uma mudança de patamar nas relações do atual governo do Equador com o Brasil.

A crise diplomática entre Brasil e Equador teve seu ápice em 2008 quando o presidente Rafael Correa decidiu submeter a uma arbitragem internacional a decisão de não pagar dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de US$ 597 milhões. À época, o Ministério das Relações Exteriores chamou o embaixador brasileiro em Quito, Antonio Marques Porto e Santos, para consultas.

Antes disso, o governo Correa determinou a expulsão, do Equador, da construtora brasileira Norberto Odebrecht e interveio em cinco obras realizadas pela empresa. Além disso, quatro diretores da construtora tiveram seus direitos constitucionais suspensos pelo governo equatoriano. A razão alegada foram problemas detectados na hidrelétrica San Francisco.

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