Não podemos passar mais um ano debatendo a reforma da saúde, diz Obama

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

  • Chuck Kennedy/White House Photo

    Barack Obama lidera encontro bipartidário para discutir reforma do sistema da saúde nos EUA

    Barack Obama lidera encontro bipartidário para discutir reforma do sistema da saúde nos EUA

O presidente norte-americano, Barack Obama, se reuniu na tarde desta quinta-feira (25) com líderes democratas e republicanos para buscar um acordo sobre a reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos.

Transmitido ao vivo pela televisão norte-americana, o encontro teve mais de seis horas de duração e foi realizado na Blair House, em frente à Casa Branca. Nele, Obama pediu aos cerca de 40 legisladores presentes que se concentrassem nos pontos em que há acordo, evitando o “teatro político”.

“Todos nós sabemos quais os problemas”, declarou Obama durante a reunião. “Não podemos ter mais um ano de debate sobre isso.”

Alfinetada

O ex-candidato presidencial John McCain usou seu tempo de fala para denunciar que Obama teria esquecido de “trazer a mudança a Washington”, como prometido em campanha.

“Não estamos mais em campanha. A eleição acabou”, respondeu o presidente ao senador republicano.

“Sou lembrado disso todos os dias”, devolveu McCain.

O tema representa um desafio de conciliação bipartidária para o presidente, cujo resultado pode marcar um ponto de inflexão no governo do líder democrata.

“As diferenças fundamentais entre os presentes não podem ser evitadas”, afirmou o senador republicano John Kyl, que disse ser “muito difícil” para seu partido apoiar alguns dos pontos principais da reforma.

Já Obama, que em vários momentos do encontro se mostrou tenso e visivelmente incomodado, voltou a destacar a importância do projeto. “Todos sabemos que é algo urgente e infelizmente no ano passado se transformou em uma batalha ideológica e partidária demais, e acho que a política acabou sobrepondo o bom senso”, afirmou.

A reunião, da qual participaram também o vice-presidente, Joseph Biden, e a secretária de Saúde, Kathleen Sebelius, teve um formato de quatro sessões, nas quais foram discutidos diferentes pontos da reforma: os aspectos são o controle de custos, a reforma dos seguros médicos, a ampliação da cobertura aos cerca de 30 milhões de americanos que carecem dela e o corte do déficit fiscal.

Durante a reunião, o líder democrata no senado Harry Reid citou um estudo da prestigiosa Universidade de Harvard, segundo o qual “45 mil norte-americanos morrem a cada ano por falta de plano de saúde”.

“O governo agora dirige mais de 60% do sistema de saúde do país. Se jogar dinheiro aí e criar novos programas públicos pudesse resolver o problema, nós não estaríamos sentados aqui hoje porque nós já fizemos isso. Não funcionou”, declarou o senador republicano Tom Coburn.

A reforma de saúde, grande prioridade legislativa do presidente, se encontra travada no Congresso desde que, em janeiro passado, os democratas perderam a maioria absoluta no Senado.

Os Estados Unidos são o único país industrializado que não proporciona um sistema de cobertura médica para todos os cidadãos.

*Com agências internacionais

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