Polícia irlandesa prende sete pessoas que conspiravam para matar cartunista sueco

Do UOL Notícias
Em São Paulo

  • Fotomontagem/AP

    Lars Vilks e sua polêmica caricatura do profeta muçulmano Maomé com corpo de cachorro

    Lars Vilks e sua polêmica caricatura do profeta muçulmano Maomé com corpo de cachorro

A polícia irlandesa prendeu nesta terça-feira (9) sete pessoas suspeitas de conspirar para um assassinato no exterior. De acordo com uma fonte da polícia do país, o alvo era o cartunista sueco Lars Vilks -que desenhou uma caricatura do profeta muçulmano Maomé com corpo de um cachorro em 2007 e fez com que a Al Qaeda oferecesse US$ 100 mil para quem o matasse. As informações são da emissora americana CNN.

A polícia irlandesa não confirmou oficialmente que Vilks era o alvo, mas afirmou que as prisões fazem "parte de uma investigação sobre uma conspiração para cometer um delito grave, ou seja, uma conspiração para o assassinato de um indivíduo em outra jurisdição". Segundo as autoridades, no total, quatro homens e três mulheres com idade entre 20 e 40 anos foram presos em Waterford e Cork.

De acordo com informações da polícia, os suspeitos são originários do Marrocos e do Iêmen, mas vivem legalmente como refugiados na Irlanda.

Na época da caricatura polêmica de Maomé, Vilks afirmou que "deveria ser possível insultar todas as religiões de uma forma democrática".

Os cães são considerados impuros por muçulmanos conservadores, e qualquer representação do profeta é estritamente proibida.

"Essa é uma maneira de expressar as coisas. Se você não gosta, não olhe para ele. E se você olhar para ele, não leve muito a sério", disse em outra ocasião. Segundo Vilks, ele realmente queria provocar uma reação com o desenho na época.

Turbante-bomba

Outra caricatura sobre Maomé é alvo de polêmica. Em 30 de setembro de 2005, o jornal dinamarquês "Jyllands-Posten" publicou o desenho do chargista Kurt Westergard que mostrava Maomé com um turbante em forma de bomba. O chargista recebeu uma série de ameaças após a publicação.

“Minha mulher e eu passamos muito tempo mudando de um esconderijo para outro. Mudando de carro uma vez por semana. Foi intenso. Um período horrível. Sair de casa e não saber quando vai poder voltar é deprimente”, contou ao jornal espanhol El País no mês passado.

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