Lula encerra hoje viagem ao Oriente Médio com visita ao rei da Jordânia; presidente critica colônias israelenses em solo palestino

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Raio-x da Jordânia:

  • Nome oficial: Reino Hachemita da Jordânia

    Governo: Monarquia Constitucional

    Capital: Amã

    Divisão administrativa: 12 províncias

    População: 6.269,285

    Idiomas: Árabe (oficial) e inglês

    Grupos etnicos: Árabes 98%, circassianos 1% e armênios 1%

    Religiões: Muçulmanos sunitas 92%, cristãos 6% (maioria ortodoxa grega) e outros 2% (muçulmanos xiitas e drusos)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerra nesta quarta-feira (17) sua agenda oficial da viagem ao Oriente Médio com uma visita a cidade de Amã, onde terá uma reunião de trabalho com o rei da Jordânia, Abdullah 2º.

Hoje pela manhã, ainda na cidade palestina de Ramallah (sede da ANP, a Autoridade Nacional Palestina), Lula pediu a interrupção das construções nas colônias israelenses em solo palestino como forma de garantir a estabilidade no Oriente Médio.

"Os assentamentos devem parar porque a estabilidade da região é importante para todos", declarou Lula, que, acompanhado do presidente da ANP, Mahmoud Abbas, acrescentou que sonha com "um Estado palestino que viva em paz com seus irmãos no Oriente Médio".

O chefe de Estado brasileiro destacou que não acredita que haja ninguém no mundo mais otimista que ele em relação ao alcance da paz na região.

"Acredito no poder dos seres humanos, acho que há um clima positivo, acredito na paz e que ela chegará à região", afirmou Lula.

O presidente brasileiro também admitiu a existência de "alguns obstáculos e problemas", mas assegurou que "os políticos serão capazes de solucioná-los" e que o "Brasil dará todo seu apoio para que haja um processo de paz sólido".

Lula pediu ainda que Israel suspenda o bloqueio a Gaza e disse que o muro que o Estado judeu constrói na Cisjordânia "deve cair".

Já Abbas, além de declarar que a ANP "não tem objeções a conversas de aproximação nem à (colocação) de condições prévias", frisou que o problema é "a falta de compromisso de Israel com o Mapa de Caminho", o plano de paz lançado em 2003 pelo Quarteto de Médio (Estados Unidos, União Europeia, ONU e Rússia).

"Se Israel se compromete com o Mapa de Caminho, então vai parar todos os seus projetos de expansão de assentamentos em todas as áreas palestinas e, em particular, em Jerusalém Oriental", disse Abbas.

O líder palestino também mostrou seu apreço pelo Brasil, "um grande país que deu e continuará dando apoio para o estabelecimento da paz e de um Estado palestino".

Lula, que chegou ao Oriente Médio no domingo. Ontem, visitou o Yad Vashem (Museu do Holocausto), dedicado à memória dos 6 milhões de judeus mortos durante a Segunda Guerra (1939-1945). Durante a visita, Lula referiu-se ao massacre dos judeus na Alemanha nazista e afirmou que "a humanidade tem que repetir todos os dias, tantas vezes quanto forem necessárias: 'Nunca mais, nunca mais, nunca mais'". O presidente visitou o local junto com a primeira-dama, Marisa Letícia.

Depois, Lula participou de uma cerimônia oficial no chamado Salão da Memória, acompanhado pelo presidente israelense, Shimon Peres, e pelo rabino do conselho do Museu do Holocausto, Meir Lau. Na sala, coroada por um teto de concreto e um piso com a inscrição dos nomes dos 22 campos de concentração nazistas, o brasileiro acendeu uma vela em memória dos judeus assassinados pelo nazismo e colocou uma coroa de flores com as cores da bandeira do Brasil no local. "Acho que a visita ao Museu do Holocausto deveria ser quase obrigatória para todos os seres humanos que queiram dirigir uma nação", disse o presidente, durante a ocasião.

Em sua agenda também figurava uma visita à Basílica da Natividade, apontada pela tradição cristã como o local do nascimento de Jesus. O compromisso, no entanto, foi cancelado por "motivos de agenda".

Lula passou ainda por uma conferência econômica que reuniu 120 empresários brasileiros e palestinos, na presença do primeiro-ministro Salam Fayyad, durante a qual desejou que um Estado independente palestino pudesse, um dia, ser associado, como Israel, ao Mercosul, o mercado comum sul-americano.

*Com informações de agências internacionais

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