Lula reúne-se com rei e rainha da Jordânia e conversa sobre de paz no Oriente Médio

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira dama brasileira, Marisa Letícia, se reuniram nesta quarta-feira (27) com o rei Abdullah 2º e a rainha Rania, da Jordânia. Lula tenta tornar o Brasil um interlocutor no processo de paz entre israelenses e palestinos.

Raio-x da Jordânia

  • Nome oficial: Reino Hachemita da Jordânia

    Governo: Monarquia Constitucional

    Capital: Amã

    Divisão administrativa: 12 províncias

    População: 6.269,285

    Idiomas: Idiomas: Árabe (oficial) e inglês

    Grupos etnicos: Árabes 98%, circassianos 1% e armênios 1%

    Religiões: Muçulmanos sunitas 92%, cristãos 6% (maioria ortodoxa grega) e outros 2% (muçulmanos xiitas e drusos)

Antes de chegar à Jordânia, Lula visitou Israel e os territórios palestinos. Hoje pela manhã, em entrevista coletiva conjunta com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, Lula citou a crise diplomática provocada pela ampliação de um assentamento judaico como algo que pode abrir as portas para um acordo entre palestinos e israelenses.

"O que parecia impossível aconteceu: os Estados Unidos tendo divergência com Israel. Isso era uma coisa praticamente impossível e, quem sabe, essa divergência era a coisa mágica que faltava para que se chegasse ao acordo", disse Lula a jornalistas, segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto.

"Acredito que uma desavença inesperada entre dois aliados pode ser a chave do sucesso do acordo que precisa ser construído", acrescentou Lula, que esteve em Israel antes de visitar a Cisjordânia.

Israel irritou os EUA e os palestinos ao anunciar na semana passada um projeto para construir 1.600 casas para colonos em Jerusalém Oriental.

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou nesta quarta-feira o presidente dos EUA, Barack Obama, e conversou por telefone com o vice dele, Joe Biden, numa tentativa de apaziguar a crise, após a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ter dito que o projeto era um "insulto".

Lula, que repetiu a intenção do Brasil de contribuir para o processo de paz no Oriente Médio, disse que está disposto a ouvir todas as partes envolvidas no processo, incluindo o Hamas, facção palestina rival da Fatah de Abbas e que governa a Faixa de Gaza de forma independente.

"O Brasil deve estar disposto a conversar com quem quer que seja, com quem quer que tenha importância na mesa de negociação, com quem quer que possa influir, para que a gente conclua o acordo de paz no Oriente Médio", afirmou o presidente, que inaugurou, em Ramallah, a rua Brasil, localizada em frente à sede da ANP e visitou o mausoléu do líder palestino Yasser Arafat.

"Não existe força política, de direita ou de esquerda, que se puder ajudar, que o Brasil não tenha disposição de conversar."

Lula encerra hoje a visita ao Oriente Médio.


* Com informações de agências internacionais

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