Obama adia viagem internacional para acompanhar reforma da saúde; projeto pode ser votado domingo

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

  • BRENDAN HOFFMAN/EFE

    Barack Obama, presidente dos EUA, quer acompanhar de perto os momentos finais da reforma

    Barack Obama, presidente dos EUA, quer acompanhar de perto os momentos finais da reforma

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, adiou sua viagem para a Indonésia e para a Austrália, que estavam agendadas para a próxima semana, para acompanhar de perto o esforço democrata para aprovar a reforma do sistema de saúde no Congresso. Aprovação do projeto definitivo pode sair no domingo.

O que está em jogo na reforma da saúde nos EUA

Os EUA, país com maior PIB do mundo, não dispõem de um programa público universal de saúde, ou seja, cada cidadão precisa ter um plano de saúde particular (pago por ele mesmo ou pela empresa em que trabalha), ou então deve arcar com o custo integral de todo serviço hospitalar que utilizar. Para o governo, este sistema de saúde esta à beira de um colapso e precisa de uma reforma urgente; para a oposição, o projeto de Obama viola liberdades individuais

“O presidente lamenta o adiamento”, afirmou o porta-voz Robert Gibbs, informando que a visita à Indonésia acontecerá em junho.

Segundo Gibbs, Obama telefonou para o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, e para o premiê australiano, Kevin Rudd, para comunicar a mudança de planos.

De acordo com a agenda inicial, Obama teria que partir no domingo, quando a Câmara planeja encaminhar a versão final do projeto de reforma da saúde, que promete ampliar a cobertura médica nos Estados Unidos, reduzir os preços praticados pelas companhias de saúde e diminuir o déficit público ao mesmo tempo.

“Ele quer estar presente aqui para entrar na história”, afirmou a representante democrata Nancy Pelosi. A reforma é uma questão central na política interna para Obama, e o andamento do projeto pode ser decisivo nas eleições para o Congresso em novembro.

Senadores democratas afirmaram nesta quinta-feira (18) que a versão revista da reforma da saúde vai custar US$ 940 bilhões em dez anos e vai reduzir o déficit em mais de US$ 100 bilhões na primeira década, segundo avaliação feita pelo Escritório Orçamentário do Congresso (CBO).

*Com informações da AP e da Reuters
 

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