Secretário-geral da ONU visita Israel e os territórios palestinos para tentar impulsionar processo de paz

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Atualizada às 13h18

O secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, visita Israel e os territórios palestinos ocupados neste fim de semana e aproveita a ocasião para dar um impulso ao estagnado processo de paz. Em Ramallah, no território palestino da Cisjordânia, o secretário afirmou que a ONU "apoia com firmeza os esforços para a criação de um Estado palestino viável e independente". A visita à região deve ir até domingo (21).

"Apoiamos firmemente os esforços do Quarteto para o Oriente Médio para estabelecer um Estado palestino", disse Ban, durante encontro com o primeiro-ministro palestino Salam Fayad, em Ramallah. O Quarteto, formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU.

Ban deverá ainda se reunir com o presidente e o chefe de governo israelense, Shimon Peres e Benjamin Netanyahu.

Durante a visita, o secretário-geral da ONU não deve encontrar nenhuma das autoridades do Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde que o grupo assumiu o controle da região à força em junho de 2007.

Ele já visitou a faixa em janeiro de 2009 para avaliar a destruição provocada pela operação militar israelense que, em 22 dias, causou a morte de 13 soldados israelenses e mais de 1,4 mil palestinos, em sua maioria civis.

A nova viagem de Ban à região acontece após Israel anunciar a construção de 1.600 casas na parte oriental de Jerusalém (ocupada na Guerra dos Seis Dias em 1967). A ação bloqueou a iniciativa dos Estados Unidos de lançar, sob sua mediação, um processo de negociações indiretas entre palestinos e israelenses.

EUA enviam representante amanhã

A decisão israelense também gerou a pior crise diplomática entre os Estados Unidos e Israel em décadas.  Por causa disso, o representante especial da Casa Branca para o Oriente Médio, George Mitchell, pode voltar no domingo à região.

Mitchell deveria ter chegado na terça-feira, mas adiou a viagem por causa do plano israelense de construir 1.600 casas em um assentamento perto de Jerusalém Oriental. O anúncio irritou os EUA e os palestinos, que ameaçam não aderir a um processo indireto de negociação com Israel, no qual Mitchell deve ser o mediador.

Em nota, o ministério da Defesa de Israel disse que o titular da pasta, Ehud Barak, conversou por telefone na quarta-feira com Mitchell, e que eles "discutiram vários meios e possibilidades para resolver a crise e ativar negociações entre Israel e os palestinos."

"Além disso, os dois discutiram a possibilidade de Mitchell chegar neste próximo domingo", acrescentou o texto.

Na semana passada, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, fez uma visita a Israel, marcada pelo constrangimento causado pelo anúncio das novas casas para colonos.

No começo da semana, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, usou termos excepcionalmente duros para se dirigir a Israel, exibindo provas do compromisso do Estado judeu com o processo de paz.

* Com agências internacionais

 

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