Insulza é reeleito secretário-geral da Organização dos Estados Americanos

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

  • Divulgação/OEA

    Insulza é formado em Direito, com especialização em políticas internacionais. Iniciou sua carreira pública como líder estudantil em 1968, e se juntou ao Movimento de Ação Popular Unitária, que mais tarde apoiaria o governo de Salvador Allende (1970-1973). <br><br> Durante o regime ditatorial de Augusto Pinochet (1973-1990), Insulza esteve exilado no México, onde conheceu sua esposa, Georgina Núñez. <br> <br> Antes de ocupar a secretaria geral da OEA, foi ministro no Chile por 10 anos, como chanceler e na pasta de Interior, tornando-se o político chileno que por mais tempo exerceu essas funções.

    Insulza é formado em Direito, com especialização em políticas internacionais. Iniciou sua carreira pública como líder estudantil em 1968, e se juntou ao Movimento de Ação Popular Unitária, que mais tarde apoiaria o governo de Salvador Allende (1970-1973). <br><br> Durante o regime ditatorial de Augusto Pinochet (1973-1990), Insulza esteve exilado no México, onde conheceu sua esposa, Georgina Núñez. <br> <br> Antes de ocupar a secretaria geral da OEA, foi ministro no Chile por 10 anos, como chanceler e na pasta de Interior, tornando-se o político chileno que por mais tempo exerceu essas funções.

Atualizada às 14h50

José Miguel Insulza foi reeleito nesta quarta-feira (24) secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), para um novo período de cinco anos.

Insulza foi reeleito por aclamação durante a 39ª Assembleia Geral do organismo, em uma decisão sem surpresas, já que o atual secretário-geral era candidato único e contava com apoio declarado da ampla maioria dos 33 Estados plenos da OEA.

O político chileno de 66 anos de idade, que iniciou sua gestão na OEA em maio de 2005, assumirá seu novo mandato em 26 de maio próximo.

"Continuaremos lutando para defender a democracia representativa que conquistamos com tanto esforço", declarou Insulza no primeiro discurso após sua reeleição.

Insulza também defendeu mais flexibilidade para a organização, com o objetivo de enfrentar com mais eficácia crises como enfrentada durante o golpe em Honduras, que no ano passado motivou críticas duras a respeito da relevância da OEA.

Liderança criticada durante crise política de Honduras

Logo após o golpe que tirou Manuel Zelaya do poder, em junho passado, Insulza deu um ultimato ao governo de Roberto Micheletti para que o presidente deposto fosse reconduzido ao poder em até 72 horas. O pedido que foi ignorado pelo governo no poder, Honduras foi suspensa da OEA, e o isolamento emperrou as negociações.

Insulza foi obrigado a retomar contato com o governo golpista mais tarde e montou uma comissão de chanceleres para dialogar com Micheletti Após diversos adiamentos, a missão de chanceleres conseguiu visitar Tegucigalpa, mas não obteve avanços. Em transmissão ao vivo pela televisão local, Micheletti acusou a organização de “interferência em assuntos internos”, diante do próprio Insulza.

Após meses de esforço diplomático, a solução pelo diálogo multilateral defendida pela OEA fracassou. Zelaya não voltou ao poder por um dia sequer, para desagrado de Insulza, e mesmo assim a organização americana anunciou que reconhecia o governo do presidente eleito, Porfírio Lobo.

Essa iniciativa provocou um racha com o Brasil, que até hoje não reconhece o atual governo hondurenho. O embaixador brasileiro na organização, Ruy Casaes, chegou a dizer durante as discussões, em novembro passado, que a OEA estaria “caminhando para um absoluto estado de irrelevância”.

Outra evidência do enfraquecimento do organismo foi a criação, em fevereiro deste ano, da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Calc) – uma versão da OEA sem Estados Unidos e Canadá, que agora funciona de modo paralelo à organização original.

Readmissão de Cuba

Também durante o mandato de Insulza, a Organização dos Estados Americanos readmitiu Cuba, revogando a expulsão da ilha comunista realizada em 1962 por pressão dos Estados Unidos, no cenário da Guerra Fria.

A decisão, tomada na 39ª Assembleia Geral da organização, no ano passado, foi considerada “histórica” pelos chanceleres presentes.

O governo cubano agradeceu a manifestação de apoio dos governos latino-americanos, mas até hoje não quis voltar à condição de membro pleno da OEA, alegando que não deseja participar de um grupo dominado por Washington.

*Com informações das agências de notícias

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