Obama tem nível mais baixo de popularidade, apesar da aprovação da reforma da saúde

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, atingiu o nível mais baixo de popularidade de seu mandato, apesar da aprovação, pelo Congresso, da reforma da saúde, uma das principais bandeiras de campanha do democrata.

De acordo com pesquisa da universidade americana Quinnipac, de Connecticut, Obama tem 45% das opiniões favoráveis a ele, contra 46% desfavoráveis. A pesquisa ouviu 1.552 perssoas e tem margem de erro de 2,5 pontos, para mais ou para menos.  

"A aprovação da reforma da saúde não favireceu a popularidade do presidente Barack Obama", afirmou o diretor da universidade Quinnipac, Peter Brown.

De acordo com outra pesquisa, do instituto Gallup, realizada na segunda-feira com 1.000 pessoas, 49% delas consideram boa a aprovação da reforma pelo Congresso, contra 40% que pensam o contrário.

Reforma volta à Câmara

A lei de reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos, estimulada por Obama, terá que voltar à Cámara de Representantes para uma nova votação de uma série de emendas que acompanham o texto principal em consequência de um erros de procedimento, anunciou o porta-voz do líder da maioria democrata no Senado.

"Depois de horas tentando bloquear o texto, os republicanos encontraram dois dispositivos relativamente menores que constituem vícios de procedimento do Senado, e vamos ter que enviar novamente o texto à Câmara de Representantes", declarou na quarta-feira à noite Jim Manley, portavoz do líder da maioria no Senado, Harry Reid.

Os democratas, após meses de difíceis negociações, conseguiram aprovar no domingo o projeto de lei na Câmara de Representantes, por 219 votos contra 212, em uma reforma do sistema de saúde que terá um custo de 940 bilhões de dólares em 10 anos.

Um dia depois de Obama assinar a lei sobre a reforma da saúde, o Senado iniciou os debates sobre o pacote de emendas solicitadas pela Câmara de Representantes nas negociações prévias à aprovação do projeto. A aprovação deste pacote deve encerrar o processo legislativo.

Manley afirmou que as irregularidades nos dispositivos se referem ao "ensino superior", mas não entrou em detalhes.

"Acredito que a Câmara de Representantes poderá resolvê-las e confirmar a lei", disse.

Os democratas da Câmara incluíram nas emendas ("correções") uma reforma nos empréstimos para estudantes para tentar financiar de maneira mais eficaz o ensino superior, muito caro nos Estados Unidos.
 

* Com agências internacionais

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