Com ajuda do Brasil, Farc vão entregar restos mortais de major que estava em cativeiro

Renata Giraldi
Da Agência Brasil
Em Brasília

Com o apoio do Brasil, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) devem liberar amanhã (1º) os restos mortais do major da Polícia Militar Julián Guevara. Os dois helicópteros do Exército brasileiro seguem ainda hoje (31) para Villa Vicenzo, no sul da Colômbia, à espera do sinal vermelho dos guerrilheiros para resgatar os restos mortais do militar morto em cativeiro e em poder das Farc.

Na semana passada, as Farc informaram que não liberariam os restos mortais do militar porque não dispunham de garantias do governo do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. Os guerrilheiros exigiam a suspensão de todas as ações na suposta área onde estaria enterrado o corpo do major. Ontem (30) houve a sinalização de que os restos mortais seriam entregues.

A expectativa, segundo a Cruz Vermelha Internacional, é que os restos mortais de Guevara sejam entregues à família do major na presença de autoridades policiais, como determinam leis colombianas.

O representante da Cruz Vermelha Internacional – nas áreas do Brasil, da Argentina, do Chile, Paraguai e Uruguai –, Felipe Donoso, disse à Agência Brasil que a expectativa é que o resgaste ocorra na manhã de quinta-feira (1º). “Contamos que o tempo colabore e a operação seja realizada. Se isso ocorrer poderemos dizer que houve 100% de sucesso entre as negociações e o fim da ação”, afirmou ele.

Ontem (30) à tarde o sargento do Exército colombiano Pablo Emilio Moncayo, que estava em poder dos guerrilheiros há 12 anos, foi libertado. No último domingo (28), foi iniciada a operação de resgate de outro refém – o soldado profissional Josué Daniel Calvo Sánchez, que há 11 meses estava em cativeiro.

As negociações foram intermediadas pela senadora Piedad Córdoba. Mas houve a colaboração do governo da Colômbia, que suspendeu as ações do Exército nas áreas especificadas pelas Farc, da Cruz Vermelha Internacional, do Alto Comissariado pela Paz, de entidades civis organizadas e dos parentes das vítimas.

O apoio brasileiro à operação, segundo fontes do governo, está limitada à ação de uma equipe de 20 militares do Exército que estão na Colômbia e ao uso dos helicópteros. A colaboração do Brasil é técnica e operacional.

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