EUA pedem que Farc libertem todos os reféns

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

  • Willian Fernando Martinez/AP

    Pablo Emilio Moncayo, de mão dada com o pai, comemora libertação após 12 anos de cativeiro

    Pablo Emilio Moncayo, de mão dada com o pai, comemora libertação após 12 anos de cativeiro

 

Os Estados Unidos comemoraram nesta quarta-feira (31) a libertação de dois reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em operações realizadas esta semana com participação do Brasil, e pediram que a guerrilha solte todos aqueles que ainda estão em cativeiro.

“Os EUA saúdam a libertação dos reféns Josué Calvo e Pablo Emilio Moncayo”, afirmou um porta-voz do departamento de Estado, Mark Toner, em referência aos militares libertados no domingo e na terça-feira, respectivamente.

A diplomacia norte-americana “convida as Farc a libertar todos os seus reféns restantes”, acrescentou Toner.

O pedido foi reiterado pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza. “Este gesto completo de boa vontade abriria as portas para a negociação de uma paz verdadeira”, acrescentou.

Ex-refém das Farc agradece Lula por ajuda

As Farc anunciaram que Moncayo seria o último refém solto de forma unilateral e que os cerca de 20 sequestrados ainda em poder da guerrilha seriam libertados apenas em troca da soltura de guerrilheiros detidos pelo governo.

Primeiro dia com a família

Moncayo, que tinha sido capturado por guerrilheiros em 21 de dezembro de 1997, aos 18 anos de idade, passou hoje o dia com sua família, após a operação humanitária de resgate realizada na tarde de ontem.

Após mais de 12 anos de cativeiro, Moncayo foi entregue pelas Farc à senadora colombiana Piedad Córdoba e a membros da Cruz Vermelha, que medeiam as negociações entre os rebeldes e o governo.

A pedido da Cruz Vermelha, o Brasil apoiou a operação fornecendo militares e helicópteros, responsáveis pelo transporte dos reféns libertados.

“Foi muito emocionante”, relatou o pai do ex-refém, Gustavo Moncayo. “Ao abrir os olhos na manhã de hoje, ouvi que falava com sua mamãe, estavam olhando fotos, conversando”.

O Moncayo foi submetido a exames médicos na noite de ontem no Hospital Militar de Bogotá, e os médicos relataram que apesar dos episódios de enfermidades sofridas na floresta, entre as quais seis casos de leishmaniose, o ex-refém apresenta bom estado de saúde física e mental.

Poemas

Depois de deixar o hospital, Moncayo foi para um hotel de Bogotá, onde passou a noite e onde tomou café-da-manhã com a família.

“De noite ele leu pra mim um poema que era uma fonte de inspiração. Parece que ele escreveu muitos poemas” durante o cativeiro, afirmou o pai.

Alguns desses poemas são dedicados a sua irmã mais nova, Laura Valentina, 5, de quem Moncayo tinha visto fotos, mas que só conheceu pessoalmente ontem.

O militar, que era cabo quando foi sequestrado, foi promovido a sargento durante o cativeiro e tem direito aos 12 anos de férias acumuladas, que podem ser requisitadas em dinheiro ou em tempo, informou um porta-voz das Forças Armadas à agência AFP.

*Com agências internacionais

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