Novo ataque na Rússia deixa 12 mortos; Putin vê relação com atentado de Moscou

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Atualizada às 14h25

O governo russo confirmou que pelo menos 12 pessoas morreram e outras 23 ficaram feridas no atentado coordenado na cidade de Kizlyar, no Daguestão, parte do norte do Cáucaso, na Rússia. O ataque ocorreu na manhã desta quarta-feira (31), apenas dois dias depois que duas mulheres-bomba provocaram a morte de 39 pessoas no metrô de Moscou.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, afirmou hoje que não descarta que os atentados que deixaram 51 mortos nesta semana em Moscou e no Daguestão (Cáucaso) possam ser obra do mesmo grupo. O presidente do país, Dmitri Medvedev, concordou com Putin, dizendo que os atentados são "elos de uma mesma corrente". E acrescentou: "O objetivo dos terroristas é desestabilizar o país, destruir a sociedade civil, semear o pânico na população. Não permitiremos que isso ocorra", afirmou Medvedev, citado pela agência RIA-Novosti.

A primeira explosão da manhã desta quarta-feira (31) foi de um carro-bomba. Fontes dizem que um homem detonou um veículo preto depois que um agente de trânsito tentou parar o veículo. Já o Comitê Federal de Investigação da Rússia diz que o carro estava estacionado quando a explosão ocorreu --o que indica que poderia ter sido acionado a distância.

Logo em seguida, um terrorista vestido com uniforme de policial entrou em uma multidão de policiais e curiosos que observavam a cena e detonou os explosivos que carregava consigo --uma tática considerada comum entre os insurgentes do Cáucaso Norte.

As imagens de televisão mostram dois carros destruídos e uma cratera profunda em uma rua repleta de árvores, perto de uma escola --que teve os vidros destruídos e parte do telhado arrancado pelas explosões.

A imprensa russa relata que não havia crianças no local.

Um porta-voz da polícia de Kizlyar disse que o chefe de polícia local, Vitaly Vedernikov, está entre as vítimas dos ataques. Outros nove policiais também estão entre as vítimas do atentado, segundo a agência de notícias Associated Press.

O ministro de Interior, Rashid Nurgaliev, ordenou o reforço das medidas de segurança nas principais infraestruturas e nos lugares mais movimentados do Daguestão.

Em janeiro, outros seis policiais morreram e 14 ficaram feridos em um atentado suicida em Mahatchkala, capital do Daguestão, um dos principais alvos da guerrilha islâmica no norte do Cáucaso.

Atentado no metrô

As autoridades russas culpam insurgentes da região do Cáucaso, fronteira com a Tchetchênia, pelos atentados no metrô da capital na segunda-feira. O ataque coordenado em Kizlyar foi o mais recente episódio de violência no Cáucaso, que desafia o Kremlin há uma década após a guerra contra os separatistas tchetchenos, em 1999.

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, disse na terça-feira que capturar os responsáveis pelos atentados no metrô de Moscou é uma "questão de honra para as agências de segurança do país".

"Tenho certeza que conseguiremos - e os arrastaremos do fundo dos esgotos e os traremos para a luz do dia.(...) Ao mesmo tempo, tendo em mente os recentes atos terroristas não apenas na Rússia, mas também em outros países, devemos melhorar o sistema de segurança e também o sistema de prevenção", disse ele.

*Com informações da Folha Online, AFP e EFE

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