Famílias temem voltar para casa após terremoto de 7,2 pontos no México

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Dezenas de réplicas do terremoto de 7,2 pontos na escala Richter que atingiu a região de fronteira entre o México e o estado norte-americano da Califórnia nesta domingo (4) foram sentidas nesta segunda-feira, mantendo a tensão entre as famílias que, por temerem voltar para casa, estão acampadas sem destino nas ruas e parques da região.

  • UOL Arte/USGS

    Destaque mostra intensidade do tremor na região (do vermelho, mais forte, ao verde, mais fraco)

Autoridades mexicanas confirmaram que duas pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas com o tremor, cujo epicentro foi localizado na cidade de Mexicali, capital do estado da Baixa Califórnia (México). Os efeitos puderam ser sentidos também nos lado norte-americano da fronteira, mesmo em Los Angeles, mas com danos menores.

Segundo o governador da Baixa Califórnia, José Osuna, duas pessoas morreram no terremoto. Uma das vítimas, identificada como Taydé González, de 94 anos, morreu no Vale de Mexicali quando sua casa desabou, e a outra, um morador de rua desconhecido, foi esmagado por um muro. Uma morte causada por atropelamento durante o tremor deixou de ser considerada como baixa da tragédia natural.

O tremor rachou ruas e estradas principais, derrubou postes de eletricidade e destruiu um estacionamento vazio de vários andares que estava em construção em Mexicali, cidade próspera e que tem um movimentado posto de travessia da fronteira.

Centenas de pessoas passaram a noite ao ar livre, enquanto abalos menores sacudiam prédios com pisos, paredes e janelas rachados.

"Eu não ia colocar minha família em risco. Muitas casas estão com rachaduras", disse a professora Fermin García, que passou a noite com sua família numa barraca montada entre dois shopping centers.

Tubulações de gás rachadas provocaram vários incêndios no domingo, e a falta de luz nas ruas de Mexicali causou acidentes de carros, mas nenhum grande edifício parece ter desabado.

Um pastor na cidade de Guadalupe Victoria, próxima ao epicentro, afirmou que a sua igreja ainda está de pé, mas rachou ao meio duas horas depois de a missa terminar. Depois disso, ele e 40 membros de sua congregação dormiram em um campo de futebol, onde sentiram as réplicas.

“Passamos a noite rezando aqui no parque. Havia tremores o tempo todo, e ninguém queria voltar para casa”, afirmou o pastor Fernando Lopez.

Do outro lado da fronteira, na cidade norte-americana de Calexico, agentes da patrulha de fronteira ajudava a polícia na manutenção da ordem.

“Foi violento, como se a terra estivesse louca... minha casa balançava violentamente, quadros caiam da parede, e então a TV desligou”, afirmou o bombeiro Channing Dawson.

O presidente do México, Felipe Calderón, partiu hoje para a região afetada, onde deve acompanhar os trabalhos de atendimento aos feridos.

A área atingida fica na fronteira das placas tectônicas do Pacífico (Baixa Califórnia) e da América do Norte (Sonora), e é local frequente de sismos fortes, como os registrados em 1915 (7 graus), 1934 e 1940 (7,1 em ambos), 1956 (6,7), 1979 (7), 1980 (6,1) e 1987 (6,5).

 

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*Com agências internacionais

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