Número de feridos pelo terremoto no México chega a 233

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizada às 13h38

O número de feridos pelo terremoto de 7,2 na escala Richter ocorrido no domingo (4) no Estado da Baixa Califórnia, no México, chegou a 233, informou nesta hoje (5) o governador José Guadalupe Osuna. O político também confirmou as duas mortes na cidade de Mexicali, capital do Estado. Cerca de 20 milhões de pessoas sentiram o tremor, que foi o mais intenso a atingir a área desde 1992.

O governo do México emitiu um alerta nas primeiras horas da manhã de hoje pedindo que a população da região afetada pelo terremoto mantenha a calma e obedeça a todas as recomendações da Defesa Civil. Segundo o Osuna, o tremor atingiu particularmente as instalações de saúde da Baixa Califórnia, especialmente o Hospital Geral de Mexicali que teve que ser evacuado. "Temos alguns feridos a céu aberto. Estamos instalando tendas", indicou o governador durante entrevista à rede de televisão Televisa.

Veja os locais que sentiram o tremor

As mortes também foram confirmadas pelo diretor da Defesa Civil, Alfredo Escobedo. Segundo ele, uma das vítimas morreu com a queda de uma casa no Vale de Mexicali, a 18 quilômetros de onde foi o epicentro do tremor. O outro homem teria morrido após sair correndo da sua casa, em pânico por causa do tremor. Ele foi atropelado por um carro que passava na rua.

O epicentro do terremoto, segundo o Serviço Sismológico Nacional do México, foi localizado a 24 km a noroeste da cidade de Guadalupe Victoria, no Estado da Baixa Califórnia. O tremor também foi registrado em Tecate, Tijuana, Playas de Rosarito e Ensenada.

Em Mexicali, várias pessoas estão presas sob escombros e as autoridades declararam estado de emergência na cidade, que tem cerca de 900 mil habitantes.

Com a falta de luz, cerca de 300 pacientes tiveram de ser transferidos do Hospital Geral de Mexicali para clínicas particulares que permanecem funcionando a base de geradores elétricos. Segundo Escobedo, esses equipamentos não devem suportar muitas horas e ele acredita que será necessário transferir os pacientes para clínicas de outras cidades.

Segundo a Defesa Civil local, cerca de 20 tremores secundários foram sentidos na cidade após o terremoto principal. O diretor da entidade afirmou que problemas com linhas telefônicas e corte no fornecimento de energia elétrica dificultam a difusão de informação sobre os danos, principalmente em Mexicali. O município ainda sofre com falta de energia elétrica e deve permanecer às escuras pelo menos até as próximas 14 horas.

Na cidade mexicana de Tijuana, o fornecimento de energia elétrica foi suspenso. Muitas pessoas interromperam a celebração de Páscoa e correram para a rua na hora em que a terra começou a tremer. O terremoto balançou alguns prédios e causou o corte de energia em várias áreas. Segundo a agência de notícias Associated Press, moradores dos prédios saíram correndo em direção às ruas após o tremor, com medo de desabamentos. Segundo informações do jornal mexicano El Universal, com a comunicação interrompida, 15 pacientes foram retirados do hospital geral da cidade.

Equipes de emergência dos municípios de Tijuana, Mexicali e Playas de Rosarito, já iniciaram trabalhos de reconhecimento de edificações danificadas.

Em Tijuana, o responsável pela Defesa Civil local, Antonio Rosquillas, informou que está sendo realizado um monitoramento das zonas de alto risco, enquanto bombeiros notificam rachaduras em paredes de prédios e residências.

O presidente mexicano, Felipe Calderón, adiantou em duas horas sua agenda de hoje para visitar a capital da Baixa Califórnia. Acompanhado por assessores de gabinete, Calderón irá à região para coordenar a chegada da ajuda humanitária e para restaurar os serviços de água, electricidade e transporte, afetados pelo tremor.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou hoje que não há relato de brasileiros entre os afetados pelo terremoto que atingiu o México. Segundo o Itamaraty, a Embaixada do Brasil na Cidade do México acompanha as atividades do governo federal e também do estado da Baixa Califórnia. O objetivo é atualizar as informações e verificar a presença de brasileiros.

  • UOL Arte/USGS

    Destaque mostra intensidade do tremor na região (do vermelho, mais forte, ao verde, mais fraco)

Impacto nos EUA
A agência de notícias também afirma que o impacto o terremoto pôde ser sentido nas cidades norte-americanas de Los Angeles, San Diego e Palm Springs, além de Phoenix, no Estado do Arizona. Não há informações sobre mortos nos EUA por causa do sismo.

O Corpo de Bombeiros de Los Angeles atendeu a vários chamados de pessoas presas em elevadores. Alguns brinquedos no parque de diversões da Disneylândia, na Califórnia, foram fechados. Em San Diego, nos Estados Unidos, edifícios altos balançaram e apenas danos menores  --portas empenadas, encanamentos de água quebrados, rachaduras nas paredes e janelas estilhaçadas-- foram registrados.

A região do sul da Califórnia já teve mais de uma centena de tremores secundários depois do terremoto maior registrado ontem na fronteira com o México, informou nesta segunda-feira o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Vídeo amador mostra momento do terremoto

A agência, com sede em Golden, no Colorado, indicou que o movimento mais recente com uma magnitude acima de 3 pontos ocorreu às 11h34 (horário de Brasília) e seu centro, a 3,3 quilômetros de profundidade, foi a 24 quilômetros ao sudoeste de Seeley e 25 quilômetros ao sudeste de Ocotillo, na Califórnia. Uma hora antes na mesma região ocorreu um tremor de 5,1 graus, segundo o órgão.

"Estes tremores secundários são típicos após um terremoto com uma magnitude de 7,2 graus", disse ao jornal "Los Angeles Times", a técnica Kate Hutton, da Universidade Tecnológica da Califórnia.

Mais de 160 km a oeste do epicentro do tremor, em San Diego, os hoteis Sheraton e Marina foram esvaziados após rachaduras pequenas aparecerem no chão, segundo o porta voz dos bombeiros, Maurice Luque. Porém, todos os hóspedes já puderam retornar ao seus quartos.

Perto da população
Em Calexico, na Califórnia (EUA), perto da fronteira com o México, Carlton Hargrave, 64, disse que seu restaurante foi "quase completamente destruído". "As mesas estão viradas, pratos caíram no chão, o teto ruiu. Foi um dos grandes", disse ele ao jornal norte-americano "The New York Times".

O chefe do Serviço Sismológico Nacional (SSN) mexicano, Carlos Valdez, disse à agência de notícias AFP que a magnitude do tremor é “importante, com potencial para gerar alguns danos porque não está muito longe da população”. Segundo o SSN, a cidade fronteiriça de Mexicali, com 900 mil habitantes foi afetada.

O SSN também perdeu o contato com seu sensor na cidade minutos depois do terremoto. A imprensa mexicana noticiou cenas de pânico e alguns desmaios em Tijuana, mas nada sobre feridos ou danos graves de infraestrutura.
A agência de notícias Efe afirmou que o terremoto causou 11 incêndios no México, o que ainda não foi confirmado pelas autoridades locais.

Relatos de danos devem aumentar
Alfredo Escobedo, da Defesa Civil mexicana, alertou que o balanço de prejuízos e feridos certamente será maior. Ele afirmou que, por ser domingo, é possível que não tenha sido comprovado o estado de muitos imóveis que abrigam centros de trabalho ou escolas.

Segundo o canal de TV KABC, de Los Angeles, vários arranha-céus da cidade foram sacudidos com força e o corpo de bombeiros local respondeu vários chamados para tirar pessoas presas em elevadores.

* Com apoio das agências internacionais, Folha Online e Agência Brasil. 

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