Número de mortos em terremoto na China chega a 617

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Atualizada às 01h22

Subiu para 617 o número de mortos em decorrência do terremoto que atingiu nesta quarta-feira (14) a província ocidental de Qinghai, no noroeste da China, de acordo com balanço da agência estatal chinesa Xinhua.

Local do tremor

  • A Administração Sismológica Chinesa informou que o tremor de magnitude 7,1 ocorreu às 7h49 no horário local (20h49 de terça-feira, em Brasília), no distrito de Yushu, que fica na província de Qinghai

Ainda segundo a Xinhua, pelo menos outras 10 mil pessoas ficaram feridas no tremor, que teve seu epicentro no distrito de Yushu, na província autônoma tibetana de mesmo nome (veja mapa ao lado).

A cidade de Jiegu (Gyegu, em tibetano), com uma população de 100 mil pessoas e sede do Governo do distrito, é uma das áreas mais prejudicadas pelo terremoto. "Muita gente segue debaixo dos escombros das casas derrubadas no povoado Gyegu", explicou Huang Limin, subsecretário-geral do Governo provincial.

A rede de TV estatal Central China (CCTV) afirmou que mais de 900 pessoas já foram resgatadas com vida dos escombros, mas as condições geográficas da região dificultam os trabalhos de apoio às milhares de pessoas afetadas pelos tremores.

O governo informou que pelo menos mil soldados do exército e 5.000 socorristas serão enviados aos pontos atingidos pelo abalo. Os hospitais da província estão superlotados e com número insuficiente de médicos.

Um porta-voz da secretaria de emergência da província de Qinghai afirma que autoridades ainda avaliam o tamanho real da tragédia e temem que o número de vítimas possa ser muito maior, em virtude do horário dos abalos.

Entre os desaparecidos estão pelo menos 20 crianças que podem estar sob os destroços de uma escola, e dezenas pessoas foram presas dentro do prédio público que abriga o Departamento de Comércio e Indústria regional, parcialmente destruído.

“Estamos trabalhando para resgatar os estudantes. Estamos correndo para salvá-los”, Kang Zifu, um bombeiro local, informou a CCTV na tarde de quarta-feira, segundo o jornal norte-americano The New York Times.

A província de Yushu é uma região montanhosa, de difícil acesso e baixa densidade populacional. É habitada principalmente por fazendeiros e criadores de animais, em sua maioria de etnia tibetana, e trabalhadores ligados às minas de cobre e carvão.

O sismólogo Gu Guohua, entrevistado pela rede chinesa de televisão CCTV, afirmou que a destruição causada por um terremotos de cerca de sete pontos na escala Richter pode ser muito severa, em função das condições ruins da construção civil na região.

"Muitas pessoas ainda estavam na cama pela manhã [quando o terremoto aconteceu]. As casas são de má qualidade", afirmou Gu, explicando as condições que aumentam as chances de mortes.

O especialista também afirmou que os trabalhos de resgate são dificultados pelo difícil acesso à região.

De acordo com a Administração Sismológica Chinesa, o tremor de magnitude 7,1 ocorreu às 7h49 no horário local (20h49 de terça-feira em Brasília). Já o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS) informa que a magnitude do terremoto teria sido de 6,9 pontos na escala Richter, seguido por outros dois tremores de menor intensidade.

Serviços básicos afetados

O tremor e a sequência de réplicas derrubou casas, postos de gasolina e postes elétricos, afetando diversos serviços civis básicos. Também há relatos de deslizamentos de terra, bloqueios de estradas e cortes nas comunicações.

“Estamos usando nossas mãos para tirar os escombros, porque não temos grandes máquinas”, declarou Shi Huajie, representante policial responsável pelas operações de socorro. “Também não temos equipamentos médicos.”

O governo chinês afirmou ter destinado US$ 29,3 milhões (cerca de R$ 51 milhões) para financiar a evacuação das pessoas desalojadas, cuidados médicos de emergência e prevenção de surtos de doenças, segundo informações do ministério de Finanças, citado pela Xinhua.

Francis Markus, da Cruz Vermelha Internacional, confirmou à CNN que os esforços de resgate serão "desafiadores".

"Mas a China tem muita experiência e muitos recursos", acrescentou em entrevista à rede norte-americana. "É só uma questão de conseguir chegar nesse ponto remoto".

 

 

*Com agências internacionais

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